O círculo social influencia as decisões de investimentos?

Você já tomou alguma decisão financeira baseada em dicas ou retornos de seus amigos e/ou familiares? O nosso círculo social determina muito de nosso comportamento e nas finanças não é diferente.Uma pesquisa realizada em 2012 por Bursztyn, Ederer, Ferman e Yuchtman em uma instituição de corretagem financeira brasileira buscou entender a influência exercida por pares em decisões de investimento. Os pesquisadores identificaram que um investidor pode ser influenciado por alguém de seu círculo social a adquirir ativos principalmente por dois motivos: aprendizado social e utilidade social.
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Como a idade subjetiva afeta nosso comportamento financeiro?

A idade cronológica é utilizada como medida para o estabelecimento de diversas medidas econômicas em um plano macro e decisões pessoais em um plano micro – como as relacionadas a trabalho, aposentadoria, consumo e poupança. Segundo Lusardi, Mitchell e Oggero (2019), o modelo padrão do ciclo de vida da economia diz que os adultos próximos à aposentadoria deveriam estar no auge do seu acúmulo de riqueza, uma vez que tiveram anos ativos de participação na economia e por se prepararem para uma queda nos ganhos, uma vez que não possuirão mais vínculos trabalhistas.Porém, estudos recentes demonstram que não só a educação financeira e o tempo de trabalho determinam esses comportamentos financeiros, mas também a idade subjetiva, isto é, a idade que as pessoas sentem ter. Continue lendo…

É possível medir a ansiedade financeira?

Quando nos encontramos em cenários de incerteza econômica, hábitos e conhecimentos financeiros são essenciais para tentar contornar a situação de forma eficaz. A ausência dessas competências pode levar a comportamentos financeiros descuidados – como não constituir uma poupança e consumir em excesso.

Pesquisas mostram, no geral, que a falta de conhecimento financeiro é a responsável pelo analfabetismo financeiro e mau gerenciamento do dinheiro. Apesar de ser uma constatação verdadeira, há ainda outra variável responsável por esses comportamentos: a variável psicológica.

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Como lidamos com nossas emoções hora de investir? Uma visão da Abordagem Centrada na Pessoa

Segundo a visão da Psicologia Econômica, a oscilação de preços na bolsa de valores não é um fator puramente objetivo. As decisões que os investidores tomam são influenciadas por vieses comportamentais que interferem no modo como os investidores avaliam os preços de mercado e tomam decisões financeiras.

Já vimos em alguns artigos publicados neste blog que a Psicologia Econômica surge buscando explicar observações empíricas que, em princípio, contrariariam pressupostos da teoria econômica clássica – especialmente aqueles relacionados à racionalidade econômica do ser humano que, teoricamente, agiria sempre buscando a maximização de resultados, do ponto de vista financeiro.

Essa área da Psicologia afirma que a subjetividade afeta a percepção e a interpretação dos fatos e, consequentemente, as decisões. Por isso, o estudo do comportamento humano, de suas crenças, ações e sentimentos torna-se importante na hora de fazer escolhas financeiras.

Saindo um pouco da linha de trabalho usualmente explorada pela Psicologia Econômica, a psicóloga Tatiana Tomaselli escreve sobre a tomada de decisões financeiras através de uma perspectiva psicológica pouco utilizada para esse fim, a Abordagem Centrada na Pessoa, desenvolvida por Carl Rogers. A autora resume esse assunto da seguinte maneira: Continue lendo…

O papel do autocontrole nas decisões econômicas das crianças

As crianças podem adquirir comportamentos econômicos e hábitos a partir da observação de outras pessoas ou a partir de suas próprias experiências. Buscando mostrar como o aumento do nível de autocontrole ou a indução de orientação de autorregulação podem afetar as decisões econômicas das crianças, as autoras Agata Trzcińska, Katarzyna Sekścińska e Dominika Maison publicaram, no inicio de agosto, o artigo The role of self-control and regulatory foci in money-saving behaviours among children¹. Elas estavam interessadas em saber ​​se a ativação mental de autocontrole não relacionado ao comportamento financeiro é suficiente para influenciar não só as decisões financeiras hipotéticas, mas também comportamentos econômicos.

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Aprendendo Rápido ou Devagar?

Em julho, recebemos um convite para assistir a uma palestra na PUC Rio com Terrance Odean, um dos autores do artigo Learning Fast or Slow¹. De forma lúdica, ele iniciou comparando as reações de Luke – personagem interpretado por Paul Newman em “Rebeldia Indomável”, que apesar de apanhar tanto não desiste – a dos investidores de day trade que mesmo perdendo dinheiro demoram a abandonar a prática.

 

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E-mails informativos são capazes de aumentar a contribuição previdenciária?

A Mathematica Policy Research, em abril de 2017, publicou o estudo denominado “Using Behavioral Insights to Increase Retirement Savings”[1], que estudou formas de aumentar o nível de poupança para aposentadoria dos funcionários do Departamento de Trabalho dos Estados Unidos (DOL) com o uso de “insights” comportamentais.

Dado que, pelo plano de aposentadoria Thrift Savings Plan – TSP, o governo americano deposita o mesmo valor da contribuição mensal do servidor (benefício também conhecido como “matching”) em sua conta de aposentadoria individual até o limite de 5% do salário, é de se esperar que ele aproveite plenamente esta vantagem. Entretanto, em 2015 mais de 25% dos funcionários públicos do DOL contribuíram abaixo desse limite, o que abriu espaço para uma intervenção comportamental. Logo, a pesquisa procura entender se e-mails informativos são capazes de influenciar as pessoas a pouparem mais. Continue lendo…