Vítimas de fraude têm mais propensão para seguir a multidão?

O Centro de Estudos Comportamentais e Pesquisas, da Superintendência de Proteção e Orientação aos Investidores (CECOP/SOI) – CVM realizou um estudo sobre ofertas irregulares de investimentos, buscando mapear as causas mais recorrentes de fraudes financeiras. Algumas perguntas buscavam respostas para questões, tais como: vítimas de fraudes têm menos experiência com o mercado financeiro? São mais propensas ao efeito manada? Continue lendo…

Finanças comportamentais & Investimentos ASG

As ciências comportamentais têm ganhado relevância nos últimos anos demonstrando como aspectos psicológicos, sociológicos, dentre outros influenciam a tomada de decisões econômicas. Esse conhecimento tem sido utilizado, inclusive, por governos, incluindo o brasileiro[1], para otimizar a implementação de políticas públicas e a criação de nudges[2].

Nas finanças comportamentais, subdisciplina da economia comportamental, o foco é estudar como os aspectos mencionados acima influenciam a tomada de decisão financeira, incluindo decisões de investimento. Já é sabido que os investidores nem sempre tomam a decisão que representam o melhor custo-benefício, visto que invariavelmente sofrem a influência das emoções e crenças quando da avaliação de riscos de um investimento.   Continue lendo…

A personalidade pode influenciar a participação no mercado?

Muitas decisões são necessárias na hora de investir, sendo a primeira delas decidir ser ou não um investidor. Uma pesquisa feita por estudiosos finlandeses (Conlin e colegas, 2015) buscou entender o quanto a personalidade das pessoas influencia as suas decisões. Para avaliar a personalidade, foi utilizado o Inventário de Temperamento e Caráter (Temperament and Character Inventory, ou TCI, de Cloninger et al), que, segundo os autores, oferece uma visão detalhada da personalidade, a partir de traços e subescalas. Continue lendo…

Há relação entre o conhecimento financeiro e a formação de reserva de emergência?

No mês passado foi comemorado o dia mundial da poupança. A CVM tem como uma de suas atribuições o incentivo à formação de poupança e aplicação em valores mobiliários (de acordo com a Lei nº 6.385, de 7 de dezembro de 1976, art. 4º, inciso I). A poupança de consumidores pode influenciar tanto o crescimento micro como o macro econômico, uma vez que desempenha um papel fundamental no acúmulo de riquezas, segundo Babiarz e Robb (2013).

As pessoas com menor grau de educação financeira estão mais propensas a cometer erros ao tomar decisões financeiras, o que pode impactar não só o indivíduo, mas também o plano macrossocial. Para investir, ainda mais em casos de pouca experiência, é imprescindível que o investidor esteja munido das informações necessárias e acompanhe o mercado, de forma a fazer um investimento consciente e bem informado, buscando orientação de profissionais e um processo contínuo de educação financeira – instrumento de grande valor para o estímulo da poupança e do planejamento financeiro. Continue lendo…

Vulnerabilidades financeiras na terceira idade

A longevidade atual é consequência de muitas variáveis, destacando-se os avanços no campo da medicina. Essa tendência se acelera cada vez mais nos países em desenvolvimento epor isso, suas economias devem estar atentas para se adaptarem a esta nova realidade.  

Por este motivo, torna-se muito importante divulgar o conhecimento acerca das experiências econômicas na terceira idade, sua relação com produtos financeirosalém de pesquisas e relatórios realizados sobre o assunto, como o elaborado pelo Comitê 8 da IOSCO em março de 2018 a ser discutido neste artigo.   

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O círculo social influencia as decisões de investimentos?

Você já tomou alguma decisão financeira baseada em dicas ou retornos de seus amigos e/ou familiares? O nosso círculo social determina muito de nosso comportamento e nas finanças não é diferente.Uma pesquisa realizada em 2012 por Bursztyn, Ederer, Ferman e Yuchtman em uma instituição de corretagem financeira brasileira buscou entender a influência exercida por pares em decisões de investimento. Os pesquisadores identificaram que um investidor pode ser influenciado por alguém de seu círculo social a adquirir ativos principalmente por dois motivos: aprendizado social e utilidade social.
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