Como investidores se comportam em cenários de queda do mercado?

Vieses comportamentais são erros de percepção, avaliação ou julgamento, que escapam à racionalidade, e ocorrem de forma sistemática e previsível, em determinadas circunstâncias, no processo decisório. Ocorrem devido às heurísticas, ou atalhos mentais, que funcionam como regras de bolso que agilizam e simplificam a percepção e a avaliação das informações que recebemos. Embora simplifiquem as decisões, podem trazer riscos.

Aversão à perda é um viés comportamental que nos faz atribuir, na tomada de decisões, um peso maior às perdas do que aos ganhos, porque normalmente a dor da perda é sentida com muito mais intensidade (em média duas vezes mais) do que o prazer do ganho. Esse comportamento pode nos induzir a correr mais riscos na tentativa de reparar eventuais prejuízos. Continue lendo…

A personalidade pode influenciar a participação no mercado?

Muitas decisões são necessárias na hora de investir, sendo a primeira delas decidir ser ou não um investidor. Uma pesquisa feita por estudiosos finlandeses (Conlin e colegas, 2015) buscou entender o quanto a personalidade das pessoas influencia as suas decisões. Para avaliar a personalidade, foi utilizado o Inventário de Temperamento e Caráter (Temperament and Character Inventory, ou TCI, de Cloninger et al), que, segundo os autores, oferece uma visão detalhada da personalidade, a partir de traços e subescalas. Continue lendo…

As crises econômicas podem afetar o apetite por risco?

Os acontecimentos do passado têm o potencial de servir como experiências e lições para atitudes tomadas no presente. A crise de 2008, por exemplo, resultou em diminuição de patrimônio e renda, além de perdas de emprego que impactaram negativamente o mercado de trabalho. Há indícios que ela afetou também o comportamento dos investidores.

Um artigo publicado em 2020, por Lippi e Rossi, parte do pressuposto que o cenário de crise influencia a tolerância a risco de investidores e busca demonstrar como isso ocorreu durante a crise 2008, na Itália. Mesmo sendo difícil medir a tolerância a risco por sua natureza multidimensional, mudanças neste fator podem levar a ajustes na alocação de ativos, mudanças no portfólio e no planejamento financeiro, segundo os autores.

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