Por que pensar em educação financeira para a primeira infância e quais os impactos para a economia e a sociedade?

Viver em sociedade significa fazer parte de sua economia, presente nas relações humanas desde que nascemos, afinal necessitamos de uma série de bens que são produzidos para a garantia de nossa vida, sendo que o dinheiro é o meio de troca mais eficaz que utilizamos.

O tema dinheiro é tão importante que desde 1897 surgem as primeiras pesquisas no mundo, sobre o sentido do dinheiro para as crianças. Até a 2ª Guerra Mundial, dinheiro não era algo que uma criança manipulasse, mas isso começou a se modificar quando as mães passaram a trabalhar e deixar dinheiro para os filhos. Isso transformou por completo a relação das crianças com o dinheiro e de todo um mercado.

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Como falar com crianças sobre a relação entre consumo e educação financeira?

A visão das crianças sobre o dinheiro é, muitas vezes, tida como ingênua, pois elas ainda não internalizaram as concepções dos adultos a respeito da economia. Portanto, elas não só podem ser excluídas dos processos econômicos em geral, mas desconsideradas em termos de suas perspectivas, experiências e do seu papel social.

Acontece que elas vão crescer e precisam estar preparadas para a realidade econômica e, mesmo que ainda estejam em processo de desenvolvimento, é preciso lembrar que também fazem parte do sistema econômico e de consumo.

Um estudo finlandês, realizado por Minna Ruckenstein com crianças de 6 e 7 anos, buscou entender seus desejos de consumo, seu entendimento acerca do uso do dinheiro e o lugar que ele ocupa em suas vidas, bem como a diferença entre sua noção e a dos adultos, incluindo-as em uma Epistemologia do Consumo.

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