Comportamento do investidor e covid-19

 

Em 2020, a pandemia do covid-19 trouxe enormes desafios sociais e econômicos para todos os países, com impactos no mercado financeiro. É bem conhecido, a partir de estudos sobre o comportamento do investidor (ARANHA 2006), que momentos de crise podem gerar estresse psicológico e influir nas decisões de investimento.

Um dos comportamentos mais comuns em momentos de pânico ou euforia do mercado, e que podem interferir na tomada de decisão do investidor, é denominado “comportamento de manada”, onde o investidor ignora suas informações particulares e segue a conduta de outros investidores. Esse efeito é potencializado pelo viés da confirmação, viés cognitivo que influencia o investidor a buscar informações que confirmem suas crenças e opiniões e ignorar, ou dar menor peso, aquelas que contrariam a decisão de investimento tomada.

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As crises econômicas podem afetar o apetite por risco?

Os acontecimentos do passado têm o potencial de servir como experiências e lições para atitudes tomadas no presente. A crise de 2008, por exemplo, resultou em diminuição de patrimônio e renda, além de perdas de emprego que impactaram negativamente o mercado de trabalho. Há indícios que ela afetou também o comportamento dos investidores.

Um artigo publicado em 2020, por Lippi e Rossi, parte do pressuposto que o cenário de crise influencia a tolerância a risco de investidores e busca demonstrar como isso ocorreu durante a crise 2008, na Itália. Mesmo sendo difícil medir a tolerância a risco por sua natureza multidimensional, mudanças neste fator podem levar a ajustes na alocação de ativos, mudanças no portfólio e no planejamento financeiro, segundo os autores.

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