Finanças comportamentais & Investimentos ASG

As ciências comportamentais têm ganhado relevância nos últimos anos demonstrando como aspectos psicológicos, sociológicos, dentre outros influenciam a tomada de decisões econômicas. Esse conhecimento tem sido utilizado, inclusive, por governos, incluindo o brasileiro[1], para otimizar a implementação de políticas públicas e a criação de nudges[2].

Nas finanças comportamentais, subdisciplina da economia comportamental, o foco é estudar como os aspectos mencionados acima influenciam a tomada de decisão financeira, incluindo decisões de investimento. Já é sabido que os investidores nem sempre tomam a decisão que representam o melhor custo-benefício, visto que invariavelmente sofrem a influência das emoções e crenças quando da avaliação de riscos de um investimento.   Continue lendo…

Como a idade subjetiva afeta nosso comportamento financeiro?

A idade cronológica é utilizada como medida para o estabelecimento de diversas medidas econômicas em um plano macro e decisões pessoais em um plano micro – como as relacionadas a trabalho, aposentadoria, consumo e poupança. Segundo Lusardi, Mitchell e Oggero (2019), o modelo padrão do ciclo de vida da economia diz que os adultos próximos à aposentadoria deveriam estar no auge do seu acúmulo de riqueza, uma vez que tiveram anos ativos de participação na economia e por se prepararem para uma queda nos ganhos, uma vez que não possuirão mais vínculos trabalhistas.Porém, estudos recentes demonstram que não só a educação financeira e o tempo de trabalho determinam esses comportamentos financeiros, mas também a idade subjetiva, isto é, a idade que as pessoas sentem ter. Continue lendo…

Como o processo de decisão ocorre em nossos cérebros?

neuroeconomia é uma área de estudos recente, que se originou da economia comportamental, na tentativa de entender melhor como ocorre o processo decisório. Partindo do pressuposto que a teoria utilitarista da economia (que diz que somos seres racionais e buscaremos sempre as decisões que otimizem nossos ganhos) não seria o suficiente para explicar nossas escolhas, buscou combinar conhecimentos da neurociência com a psicologia cognitiva para testar os modelos econômicos. Desta forma, busca continuamente responder perguntas sobre por que nos comportamos de determinada maneira e tomamos decisões que nem sempre são as melhores para nós e também como estabelecemos nossas preferências. 

Continue lendo…