O que determina a diferença de comportamento financeiro entre homens e mulheres?

Pesquisas demonstram, no geral, que mulheres são mais avessas a riscos e menos autoconfiantes que os homens, fatores que podem se relacionar ao considerar que condições biopsicossociais, como a autoestima, podem ser relevantes para a tolerância ao risco[1]. Somando-se isto tudo ao fato de mulheres ganharem menos que homens[2], é mais fácil entender sua tendência a realizar em investimentos de baixo risco ou mesmo de não investir.

Beckmann e Menkhoff (2008) determinam que teoria da autoconfiança feminina inferior não se prova verdadeira no caso de mulheres que trabalham no setor financeiro e cuja relação com o risco está também associada ao nível de experiência e de educação financeira. Lusardi e Mitchell (2008) complementam, considerando que mulheres que possuem mais letramento financeiro planejam melhor. Continue lendo…

Quais fatores mais influenciam o comportamento de investimento?

A aplicação das ciências comportamentais no campo da economia tem buscado entender os vieses comportamentais que influenciam a tomada de decisões financeiras. Eles podem ser oriundos de heurísticas, limitações cognitivas ou estratégias de processamento e são considerados por estudiosos como desvios da norma, que agem como filtro de escolha e ajudam a guiar o comportamento financeiro.

Em uma pesquisa publicada em 2011, Kourtidis, Šević e Chatzoglou, a partir de uma revisão da literatura em finanças comportamentais, defenderam a hipótese da existência de quatro principais fatores a influenciar o comportamento dos investidores: confiança excessiva, influência social, automonitoramento[1] e tolerância ao risco. Esse modelo foi então a base para a realização de uma pesquisa com investidores na Grécia, na busca por entender como as características psicológicas pessoais poderiam levar a comportamentos diferentes de investimento.

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Como o comportamento financeiro dos pais influencia os filhos?

A educação financeira é uma importante ferramenta para as decisões financeiras conscientes e para planejamentos capazes de absorver choques econômicos, desenvolver poupança e se manter distante de dívidas. Já falamos aqui algumas vezes que a educação financeira durante a infância pode ter um grande impacto na nossa vida adulta. Agora gostaríamos de discutir como o papel dos pais influencia o comportamento financeiro dos filhos.

Pais influenciam comportamento financeiro dos filhos

Crianças, principalmente no início da vida, aprendem em grande parte por observação e imitação. Os pais são agentes de socialização financeira, isto é, são eles que nos inserem na sociedade e, são os primeiros a ensinar como o dinheiro funciona. Estudos encontraram que crianças que observam os comportamentos dos pais, de forma geral, estão propensas a repeti-los – e o mesmo se dá com os comportamentos financeiros (NorAzman e Muhammad, 2017). Continue lendo…

O comportamento financeiro dos millennials difere de outras gerações?

Pessoas nascidas após a década de 1980 até um pouco depois do novo milênio (embora não haja um consenso sobre a data exata) pertencem à chamada Geração Y, e podem ser denominadas também como millennials. Segundo um estudo realizado em 2018 nos Estados Unidos por Bolognesi, Hasler e Lusardi (2020a), millennials – definidos pelos autores como indivíduos com idades entre 18 e 37 anos, naquele ano – têm o potencial de moldar o futuro da economia americana pelos próximos 30 anos, a partir de suas decisões econômicas.

Utilizando dados obtidos pelo NFCS (National Financial Capability Study, Estudo Nacional de Capacidade Financeira, em tradução livre), pesquisadores analisaram millennials em comparação com adultos mais velhos (de 38 a 64 anos) em relação a seus comportamentos, conhecimentos e situação financeira, e seu gerenciamento de dinheiro e finanças quando comparados com jovens adultos da mesma faixa, mas em anos anteriores, como 2009, 2012 e 2015. Continue lendo…

Como as pessoas reagiram à crise de 2008?

Podemos pensar em crises econômicas como tendo impacto em dois níveis de relações econômicas: nas relações macroeconômicas, que, simplificadamente, incluem transações entre países; e nas vidas privadas e comportamentos das pessoas. Esses dois níveis estão relacionados e se impactam mutuamente, mas também têm particularidades.   

Os interesses de pesquisa das pesquisadoras suíçaSöderberg e Wester concentraram-se no segundo nível. Elas realizaram uma pesquisa para entender como pessoas leigas, que não eram profissionais do mercado financeiro, reagiram à crise de 2008 no tocante a suas finanças.  

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O papel do autocontrole nas decisões econômicas das crianças

As crianças podem adquirir comportamentos econômicos e hábitos a partir da observação de outras pessoas ou a partir de suas próprias experiências. Buscando mostrar como o aumento do nível de autocontrole ou a indução de orientação de autorregulação podem afetar as decisões econômicas das crianças, as autoras Agata Trzcińska, Katarzyna Sekścińska e Dominika Maison publicaram, no inicio de agosto, o artigo The role of self-control and regulatory foci in money-saving behaviours among children¹. Elas estavam interessadas em saber ​​se a ativação mental de autocontrole não relacionado ao comportamento financeiro é suficiente para influenciar não só as decisões financeiras hipotéticas, mas também comportamentos econômicos.

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Aprendendo Rápido ou Devagar?

Em julho, recebemos um convite para assistir a uma palestra na PUC Rio com Terrance Odean, um dos autores do artigo Learning Fast or Slow¹. De forma lúdica, ele iniciou comparando as reações de Luke – personagem interpretado por Paul Newman em “Rebeldia Indomável”, que apesar de apanhar tanto não desiste – a dos investidores de day trade que mesmo perdendo dinheiro demoram a abandonar a prática.

 

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