Como uma cidade na Inglaterra fez com que moradores inadimplentes pagassem os tributos atrasados

Em abril de 2018, os autores Chris Larkin, Michael Sanders, Isabelle Andresen e Felicity Algate lançaram o artigo Testing Local Descriptive Norms and Salience of Enforcement Action: A Field Experiment to Increase Tax Collection¹. O trabalho trata de um experimento de campo realizado com a o auxílio da administração pública local do sudeste da Inglaterra. O objetivo do projeto era testar se é possível incentivar um aumento na taxa de pagamento a um tributo local, denominado “Council Tax²”, por meio de duas intervenções comportamentais realizadas via cartas-lembrete.

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O papel do autocontrole nas decisões econômicas das crianças

As crianças podem adquirir comportamentos econômicos e hábitos a partir da observação de outras pessoas ou a partir de suas próprias experiências. Buscando mostrar como o aumento do nível de autocontrole ou a indução de orientação de autorregulação podem afetar as decisões econômicas das crianças, as autoras Agata Trzcińska, Katarzyna Sekścińska e Dominika Maison publicaram, no inicio de agosto, o artigo The role of self-control and regulatory foci in money-saving behaviours among children¹. Elas estavam interessadas em saber ​​se a ativação mental de autocontrole não relacionado ao comportamento financeiro é suficiente para influenciar não só as decisões financeiras hipotéticas, mas também comportamentos econômicos.

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Aprendendo Rápido ou Devagar?

Em julho, recebemos um convite para assistir a uma palestra na PUC Rio com Terrance Odean, um dos autores do artigo Learning Fast or Slow¹. De forma lúdica, ele iniciou comparando as reações de Luke – personagem interpretado por Paul Newman em “Rebeldia Indomável”, que apesar de apanhar tanto não desiste – a dos investidores de day trade que mesmo perdendo dinheiro demoram a abandonar a prática.

 

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Caçadores de risco ou avessos ao risco?

Teorias convencionais de processo decisório financeiro presumem indivíduos racionais, totalmente informados e que objetivam avaliar os riscos de investimento pela volatilidade dos rendimentos. Tais modelos preveem que as pessoas investem uma fração positiva da sua riqueza no mercado de ações e diversificam a carteira de investimentos. Entretanto, a evidência empírica mostra que o comportamento financeiro real é difícil de explicar a partir de um modelo totalmente racional. As pessoas geralmente não estão confortáveis ​​com o risco e percebem as perdas como ´maiores do que os ganhos’.

Usando dados da ING International Survey (IIS), o artigo de Maria Ferreira “Cross-Country Differences in Risk Attitudes Towards Financial Investment[1] divulgou uma pesquisa sobre atitudes de risco financeiro de indivíduos em 15 países e identificou fatores relevantes que afetam a propensão a assumir riscos em investimentos. Os resultados apontam uma atitude de aversão ao risco em toda a amostra de aproximadamente 12.500 pessoas e sugerem que nem sempre se sustenta a teoria de que o desejo de aumentar os investimentos em produtos com maiores rendimentos é diretamente proporcional à disponibilidade de correr risco.

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Como dobrar as taxas de poupança!

Em 2018, o Behavioral Economics Guide focou em três assuntos de interesse crescente na Economia Comportamental: a imagem social como um preditor subjacente do comportamento humano; a efetividade e as consequências dos contratos de compromisso; e, o papel da falta de atenção nas decisões do consumidor.

Algumas aplicações de ideias acerca desses temas foram expostas nesse guia. Hoje falaremos sobre meios utilizados para incentivar a poupança e encorajar a população a manter esse hábito por tempo suficiente para atingir seus objetivos, uma vez que muitos começam, mas pouquíssimos conseguem atingir suas metas.

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Laboratório de Capacidades Financeiras – Parte I

 

No mês de Maio de 2018, foi publicado pelo Money Advice Service, em parceria com o Behavioural Insights Team (BIT) e o Instituto Ipsos MORI, o relatório “A behavioural approach to managing money: Ideas and results from the Financial Capability Lab [1]”.

O Financial Capability Lab faz parte de um projeto mais amplo, o Financial Capability Strategy, um plano de dez anos desenhado para incentivar uma mudança de hábito na forma como os britânicos gerenciam seu dinheiro.

O Laboratório é financiado pelo What Works Fund que visa desenvolver novas políticas baseadas na ciência comportamental, usando a expertise e o conhecimento da Equipe de Insights Comportamentais (BIT). Algumas ideias foram elaboradas para que se pudesse criar uma lista de projetos e testá-los em campo antes de escalar o seu alcance. Foram criadas mais de 240 novas ideias e o laboratório testou 17 delas. Esta semana, o blog abordará duas das ideias testadas no laboratório e seus resultados, relatando o restante do material em outras publicações.

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