Vítimas de fraude têm mais propensão para seguir a multidão?

O Centro de Estudos Comportamentais e Pesquisas, da Superintendência de Proteção e Orientação aos Investidores (CECOP/SOI) – CVM realizou um estudo sobre ofertas irregulares de investimentos, buscando mapear as causas mais recorrentes de fraudes financeiras. Algumas perguntas buscavam respostas para questões, tais como: vítimas de fraudes têm menos experiência com o mercado financeiro? São mais propensas ao efeito manada? Continue lendo…

Como investidores se comportam em cenários de queda do mercado?

Vieses comportamentais são erros de percepção, avaliação ou julgamento, que escapam à racionalidade, e ocorrem de forma sistemática e previsível, em determinadas circunstâncias, no processo decisório. Ocorrem devido às heurísticas, ou atalhos mentais, que funcionam como regras de bolso que agilizam e simplificam a percepção e a avaliação das informações que recebemos. Embora simplifiquem as decisões, podem trazer riscos.

Aversão à perda é um viés comportamental que nos faz atribuir, na tomada de decisões, um peso maior às perdas do que aos ganhos, porque normalmente a dor da perda é sentida com muito mais intensidade (em média duas vezes mais) do que o prazer do ganho. Esse comportamento pode nos induzir a correr mais riscos na tentativa de reparar eventuais prejuízos. Continue lendo…

Mulheres estão adiando a aposentadoria?

Pesquisas no Estados Unidos mostram que, no país, as mulheres têm procurado se manter no mercado de trabalho por mais tempo. Em 2016, as pesquisadoras Annamaria Lusardi e Olivia Mitchell, analisando amostras de mulheres obtidas de um censo nacional, perceberam que mulheres nas faixas de idade de 51-56 e 57-61 são mais propensas a estarem trabalhando que amostras da mesma idade obtidas em 1992, quando controlados outros fatores.

Ao analisar também as amostras mais recentes de mulheres próximas à aposentadoria, viu-se que estas também têm mais débitos que as amostras anteriores e que isso pode estar associado à intenção de trabalhar por mais tempo. Além do aumento das dívidas, houve uma redução no número de mulheres com dinheiro poupado. Continue lendo…

É possível superar os efeitos da impulsividade no comportamento financeiro?

Para garantir um futuro financeiramente estável e resguardar-se frente a imprevistos é necessário um bom planejamento. Um paper publicado em 2016 na American Psychology Association pontua que, para seguir os planos feitos, além de conhecimento financeiro é necessário ter controle dos impulsos, assumir uma postura pouco materialista e possuir uma visão de futuro, ou conceito de futuro.

Este estudo se apoia em pesquisas anteriores que afirmam que o materialismo, a pouca visão de futuro e baixo autocontrole são os principais fatores para a baixa taxa de poupança entre americanos, juntamente com normas culturais.

Para os autores, conhecer os aspectos da personalidade pode ajudar a identificar as pessoas que tendem a gastar, mas não contribuem tanto para mudança de comportamento. Isso se dá porque características da personalidade são relativamente estáveis e por isso, difíceis de mudar através de exercícios.

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Como o comportamento financeiro dos pais influencia os filhos?

A educação financeira é uma importante ferramenta para as decisões financeiras conscientes e para planejamentos capazes de absorver choques econômicos, desenvolver poupança e se manter distante de dívidas. Já falamos aqui algumas vezes que a educação financeira durante a infância pode ter um grande impacto na nossa vida adulta. Agora gostaríamos de discutir como o papel dos pais influencia o comportamento financeiro dos filhos.

Pais influenciam comportamento financeiro dos filhos

Crianças, principalmente no início da vida, aprendem em grande parte por observação e imitação. Os pais são agentes de socialização financeira, isto é, são eles que nos inserem na sociedade e, são os primeiros a ensinar como o dinheiro funciona. Estudos encontraram que crianças que observam os comportamentos dos pais, de forma geral, estão propensas a repeti-los – e o mesmo se dá com os comportamentos financeiros (NorAzman e Muhammad, 2017). Continue lendo…

A personalidade pode influenciar a participação no mercado?

Muitas decisões são necessárias na hora de investir, sendo a primeira delas decidir ser ou não um investidor. Uma pesquisa feita por estudiosos finlandeses (Conlin e colegas, 2015) buscou entender o quanto a personalidade das pessoas influencia as suas decisões. Para avaliar a personalidade, foi utilizado o Inventário de Temperamento e Caráter (Temperament and Character Inventory, ou TCI, de Cloninger et al), que, segundo os autores, oferece uma visão detalhada da personalidade, a partir de traços e subescalas. Continue lendo…