Vítimas de fraude têm mais propensão para seguir a multidão?

O Centro de Estudos Comportamentais e Pesquisas, da Superintendência de Proteção e Orientação aos Investidores (CECOP/SOI) – CVM realizou um estudo sobre ofertas irregulares de investimentos, buscando mapear as causas mais recorrentes de fraudes financeiras. Algumas perguntas buscavam respostas para questões, tais como: vítimas de fraudes têm menos experiência com o mercado financeiro? São mais propensas ao efeito manada? Continue lendo…

Como investidores se comportam em cenários de queda do mercado?

Vieses comportamentais são erros de percepção, avaliação ou julgamento, que escapam à racionalidade, e ocorrem de forma sistemática e previsível, em determinadas circunstâncias, no processo decisório. Ocorrem devido às heurísticas, ou atalhos mentais, que funcionam como regras de bolso que agilizam e simplificam a percepção e a avaliação das informações que recebemos. Embora simplifiquem as decisões, podem trazer riscos.

Aversão à perda é um viés comportamental que nos faz atribuir, na tomada de decisões, um peso maior às perdas do que aos ganhos, porque normalmente a dor da perda é sentida com muito mais intensidade (em média duas vezes mais) do que o prazer do ganho. Esse comportamento pode nos induzir a correr mais riscos na tentativa de reparar eventuais prejuízos. Continue lendo…

Poupança na pandemia: um hábito que vai perdurar?

Recentemente, foi publicado o Guia de Economia Comportamental (The Behavioral Economics Guide) 2021, que trouxe inúmeros artigos e reflexões sobre temas ligados ao assunto. Um dos temas tratados nessa edição do guia foi a mudança de hábitos financeiros pelos consumidores durante a pandemia (poupança, uso de dinheiro e online-banking). Um dos artigos questionou se alguns “novos hábitos” relacionados ao uso desses três comportamentos financeiros iriam perdurar no mundo pós pandemia. Continue lendo…

Finanças comportamentais & Investimentos ASG

As ciências comportamentais têm ganhado relevância nos últimos anos demonstrando como aspectos psicológicos, sociológicos, dentre outros influenciam a tomada de decisões econômicas. Esse conhecimento tem sido utilizado, inclusive, por governos, incluindo o brasileiro[1], para otimizar a implementação de políticas públicas e a criação de nudges[2].

Nas finanças comportamentais, subdisciplina da economia comportamental, o foco é estudar como os aspectos mencionados acima influenciam a tomada de decisão financeira, incluindo decisões de investimento. Já é sabido que os investidores nem sempre tomam a decisão que representam o melhor custo-benefício, visto que invariavelmente sofrem a influência das emoções e crenças quando da avaliação de riscos de um investimento.   Continue lendo…

Comportamento do investidor e covid-19

 

Em 2020, a pandemia do covid-19 trouxe enormes desafios sociais e econômicos para todos os países, com impactos no mercado financeiro. É bem conhecido, a partir de estudos sobre o comportamento do investidor (ARANHA 2006), que momentos de crise podem gerar estresse psicológico e influir nas decisões de investimento.

Um dos comportamentos mais comuns em momentos de pânico ou euforia do mercado, e que podem interferir na tomada de decisão do investidor, é denominado “comportamento de manada”, onde o investidor ignora suas informações particulares e segue a conduta de outros investidores. Esse efeito é potencializado pelo viés da confirmação, viés cognitivo que influencia o investidor a buscar informações que confirmem suas crenças e opiniões e ignorar, ou dar menor peso, aquelas que contrariam a decisão de investimento tomada.

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Mulheres estão adiando a aposentadoria?

Pesquisas no Estados Unidos mostram que, no país, as mulheres têm procurado se manter no mercado de trabalho por mais tempo. Em 2016, as pesquisadoras Annamaria Lusardi e Olivia Mitchell, analisando amostras de mulheres obtidas de um censo nacional, perceberam que mulheres nas faixas de idade de 51-56 e 57-61 são mais propensas a estarem trabalhando que amostras da mesma idade obtidas em 1992, quando controlados outros fatores.

Ao analisar também as amostras mais recentes de mulheres próximas à aposentadoria, viu-se que estas também têm mais débitos que as amostras anteriores e que isso pode estar associado à intenção de trabalhar por mais tempo. Além do aumento das dívidas, houve uma redução no número de mulheres com dinheiro poupado. Continue lendo…