As crises econômicas podem afetar o apetite por risco?

Os acontecimentos do passado têm o potencial de servir como experiências e lições para atitudes tomadas no presente. A crise de 2008, por exemplo, resultou em diminuição de patrimônio e renda, além de perdas de emprego que impactaram negativamente o mercado de trabalho. Há indícios que ela afetou também o comportamento dos investidores.

Um artigo publicado em 2020, por Lippi e Rossi, parte do pressuposto que o cenário de crise influencia a tolerância a risco de investidores e busca demonstrar como isso ocorreu durante a crise 2008, na Itália. Mesmo sendo difícil medir a tolerância a risco por sua natureza multidimensional, mudanças neste fator podem levar a ajustes na alocação de ativos, mudanças no portfólio e no planejamento financeiro, segundo os autores.

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A percepção de risco pode ser afetada por vieses?

Já sabemos que os vieses comportamentais podem afetar nossas decisões financeiras, mas e quanto a nossa percepção de risco?

Em seu artigo, intitulado Risk Profiling Through A Behavioral Finance Lens, Michael Pompian (CFA), aponta certas falhas no processo padrão para avaliar o perfil de risco do investidor e defende a necessidade de analisar a tolerância a risco sob o prisma das Finanças Comportamentais.

Fizemos um breve resumo do artigo para quem tiver interesse em saber um pouco mais sobre o assunto.

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