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Usando insights comportamentais para aprimorar o prospecto de ofertas públicas

 

Inovações, tendências e sustentabilidade na regulação do mercado de capitais serão os temas do seminário promovido pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no dia 7 de dezembro.

O evento contará com um painel sobre a aplicação de insights comportamentais na regulação do mercado de capitais. Neste, haverá apresentação da pesquisa do CFA Institute (link para site externo) sobre novo modelo de resumo de prospecto incorporando insights das áreas de economia comportamental e finanças comportamentais, com destaque para a questão do enquadramento no design da informação. Em seguida ocorrerá um debate acerca de insights científicos sobre como pessoas compreendem informações e tomam decisões, em particular, considerando:

  • a padronização para melhorar a comparabilidade;
  • o aumento do uso de imagens para melhorar a compreensão;
  • ênfase na saliência; e
  • design que promova a compreensão em monitores e dispositivos móveis.

Além disso, serão realizados outros painéis de debates, que envolverão temas de importância dos mercados de capitais:

  • Inovações financeiras e Regulação
  • Avaliação de impacto das políticas públicas
  • Investimento de impacto
  • Infraestrutura: uma alavanca para o desenvolvimento sustentável
  • Formulário de Referência, metas de desenvolvimento sustentável (SDGs) e iniciativa de relatório global

Durante o evento, também será celebrado o aniversário da Autarquia, que completará 42 anos.

 Como participar

Inscreva-se, gratuitamente, pelo formulário online (link para site externo).

Serviço

2º Seminário Brasileiro de Sustentabilidade e Investimento
Data: 7/12/2018
Hora: 8h30 às 18h
Local: a ser confirmado
Inscrições: formulário online (gratuito) – link para site externo

 

Como levar em conta o envelhecimento cognitivo ao prestar serviços financeiros?

Por conta do processo de envelhecimento pelo qual passa a população do Reino Unido e buscando encorajar as empresas de serviços financeiros a melhor compreender como aprimorar seu atendimento aos consumidores mais velhos, o órgão regulador daquele país, Financial Conduct Authority (FCA), iniciou em 2016 o projeto “Ageing Population[1]. Um dos produtos do projeto é uma revisão de literatura destinada a fornecer uma visão geral do espectro de fatores cognitivos que podem afetar a forma com que os idosos lidam com serviços financeiros. A revisão apresenta os achados acadêmicos mais recentes sobre envelhecimento cognitivo e suas consequências para a prestação de serviços, sob a forma de tarefas simples e complexas, como pagamentos em dinheiro e em cartão, atendimento telefônico e em agências, monitoramento de contas, gerenciamento financeiro, “online banking”, entre outras. Continue lendo

Insights Comportamentais e Políticas Públicas

Na área financeira, os programas governamentais têm sido desenhados tradicionalmente com base em modelos econômicos que consideram os seres humanos como agentes racionais e os mercados como eficientes em relação à informação.

Resumidamente, isso significa acreditar que as pessoas procuram sempre maximizar valor em qualquer tomada de decisão e que, olhando apenas as informações publicamente disponíveis no momento do investimento, ninguém consegue alcançar retornos superiores à média do mercado de modo consistente.

No entanto, estudos sobre comportamento financeiro vêm relativizando a crença na racionalidade das decisões financeiras, além de apontar que os mercados podem não ser assim tão eficientes quanto se imagina.

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O Regulador como Arquiteto de Escolhas

O termo “arquitetura de escolhas” (choice architecture) foi cunhado por Thaler e Sustein no livro Nudge: Improving Decisions about Health, Wealth and Happiness. Ele se refere ao fato de que as nossas decisões podem ser afetadas pela maneira como as opções nos são apresentadas.

No artigo intitulado Choice Architecture Matters: The Case of Investor Protection within the Italian Crowdfunding Market, Brodi e Motterlini afirmam que os formuladores de políticas públicas (ao menos na área financeira) são arquitetos de escolhas, no sentido de que cabe a eles selecionar as informações que devem ser divulgadas ao mercado e em que formato.

O artigo de Brodi e Motterlini tem o objetivo de avaliar a nova regulação italiana de crowdfunding do ponto de vista comportamental. No entanto, suas conclusões também podem ser aplicadas à regulação financeira de forma geral, já que estão relacionados à proteção do investidor.

De acordo com os autores, o papel de uma regulação verdadeiramente orientada segundo o comportamento é ajudar o indivíduo a conhecer seus vieses cognitivos e a lidar melhor com eles na tomada de decisões.

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