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3ª Semana Nacional de Educação Financeira: 16 a 22 de maio de 2016

A educação financeira tem como objetivo conscientizar e informar as pessoas para que desenvolvam uma relação saudável e equilibrada com o dinheiro e para serem capazes de tomar decisões esclarecidas sobre finanças e consumo.

Quando entendemos os fatores que afetam nossas escolhas financeiras, podemos atuar de modo consciente no sentido de equilibrar os desejos imediatos com os planos para o futuro, aumentando nosso bem-estar financeiro. E quanto mais cedo começarmos, melhor.

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Nudge: Intervenções que Preservam a Liberdade de Escolha?

Nudge é uma palavra da língua inglesa que significa empurrar ou cutucar alguém levemente com o intuito de chamar sua atenção. Em sentido figurado, significa persuadir ou encorajar de forma sutil.

Cass Sustein¹ define o termo como uma intervenção que preserva a liberdade de escolha, ainda que possa influenciar a tomada de decisão. Em outras palavras, a ideia por trás dos nudges não é coagir, mas induzir.

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Todo Mundo Começa com Nota 10

Fruto da contribuição de um dos membros do Núcleo de Estudos Comportamentais (NEC) da CVM – a profª Vera Rita de Mello Ferreira – apresentamos aqui o artigo de Adriana Rodopoulos sobre o estudo intitulado Everyone starts with an ‘A’: applying behavioural insight to narrow the socioeconomic attainment gap in education, realizado em escolas da Alemanha. Segundo a autora, o estudo trata da aplicação dos pressupostos das ciências comportamentais à educação, com o intuito de melhorar o desempenho escolar e de diminuir a diferença de rendimento entre alunos de classes sociais diferentes.

A CVM agradece a contribuição e aproveita para sugerir aos leitores deste blog que reflitam sobre como as questões abordadas no estudo podem ajudar a melhorar as ações de Educação Financeira. Como seria possível reforçar uma mentalidade de formação de poupança e de planejamento financeiro? Quais as melhores estratégias para lidar com os vieses cognitivos que mais afetam o comportamento financeiro? Como as escolas poderiam criar um ambiente que favorecesse o consumo consciente e o desenvolvimento de uma relação saudável com o dinheiro desde a infância?

Disponibilizamos a seguir o artigo, incluindo um link para o estudo no qual ele se baseia, e aguardamos seus comentários:

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Behavioural Economics na Financial Conduct Authority (FCA) do Reino Unido

A FCA é um dos órgãos reguladores que passou a aplicar insights de Economia Comportamental em sua atuação. Para quem não conhece, trata-se de entidade responsável pela supervisão dos serviços financeiros no Reino Unido, tendo como objetivos:  proteger consumidores; assegurar a estabilidade da indústria financeira; e promover a competição entre provedores de serviços financeiros, detendo, para tanto, poderes para investigar e punir os infratores às suas normas.

Trata-se de entidade recentemente criada, é verdade, mas que herdou uma longa tradição educacional e de pesquisa da FSA – Financial Services Authority. Em 2013, a FSA foi desmembrada em duas entidades reguladoras: a já mencionada FCA e a Prudential Regulation Authority – PRA, que é parte do Banco da Inglaterra, a qual é responsável pela regulação prudencial e supervisão de bancos e outras entidades.

Em abril de 2013, a FCA publicou o relatório (Ocasionnal Paper nº 1), intitulado “Applying behavioural economics at the Financial Conduct Authority” (ou “Aplicando economia comportamental na FCA”, em uma tradução livre). O trabalho sintetiza algumas das principais lições da economia comportamental para os mercados financeiros, segundo a visão do regulador britânico, apontando como os indivíduos podem cometer erros muitas vezes previsíveis na escolha e na utilização de produtos e serviços financeiros, bem como, de que forma as instituições reagem ou respondem a esses equívocos.

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