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Uso de insights comportamentais pode ajudar a educar os investidores, dizem IOSCO / OECD

Reguladores dos mercados financeiros e outras organizações estão usando cada vez mais insights comportamentais para ajudar os investidores a tomar decisões financeiras mais informadas, de acordo com o relatório publicado, em maio de 2018, pela Organização Internacional de Comissões de Valores (IOSCO) e pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico/ Rede Internacional de Educação Financeira (OECD/INFE).

O crescimento acelerado de tecnologias inovadoras, uma quantidade enorme de informações financeiras disponíveis e produtos financeiros cada vez mais sofisticados tornam progressivamente mais difícil para os investidores de varejo navegarem nos complexos mercados financeiros atuais. Embora muitas organizações ofereçam programas de educação e de alfabetização financeira, os investidores muitas vezes não conseguem fazer escolhas financeiras racionais devido aos seus próprios vieses cognitivos, sociais e psicológicos – que podem atuar como barreiras à tomada de decisões financeiras mais adequadas.

O relatório IOSCO-OCDE, The Application of Behavioural Insights to Financial Literacy and Investor Education Programmes and Initiatives ¹ examina como as descobertas das ciências comportamentais podem ser usadas para desenvolver iniciativas de educação financeira e letramento financeiro que podem ser mais eficazes que programas mais tradicionais, em grande parte mitigando os efeitos de vieses comportamentais. As ciências comportamentais concentram-se no modo como os indivíduos pensam e se comportam, com base em evidências empíricas de várias ciências sociais, como economia, psicologia e marketing social, bem como de outros campos, como a neurociência.
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Laboratório de Capacidades Financeiras – Parte I

 

No mês de Maio de 2018, foi publicado pelo Money Advice Service, em parceria com o Behavioural Insights Team (BIT) e o Instituto Ipsos MORI, o relatório “A behavioural approach to managing money: Ideas and results from the Financial Capability Lab [1]”.

O Financial Capability Lab faz parte de um projeto mais amplo, o Financial Capability Strategy, um plano de dez anos desenhado para incentivar uma mudança de hábito na forma como os britânicos gerenciam seu dinheiro.

O Laboratório é financiado pelo What Works Fund que visa desenvolver novas políticas baseadas na ciência comportamental, usando a expertise e o conhecimento da Equipe de Insights Comportamentais (BIT). Algumas ideias foram elaboradas para que se pudesse criar uma lista de projetos e testá-los em campo antes de escalar o seu alcance. Foram criadas mais de 240 novas ideias e o laboratório testou 17 delas. Esta semana, o blog abordará duas das ideias testadas no laboratório e seus resultados, relatando o restante do material em outras publicações.

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Novo Centro de Pesquisas em Princeton Homenageia Kahneman e Treisman

A Universidade de Princeton recebeu uma doação de 10 milhões de dólares para a criação do “Daniel Kahneman and Anne Treisman Center for Behavioral Science and Public Policy” – um centro para estudo das ciências comportamentais e políticas públicas, criado em homenagem ao Psicólogo, e ganhador do Prêmio Nobel de Economia, Daniel Kahneman e à sua esposa Anne Treisman, professora emérita de Princeton e ganhadora de alguns dos mais importantes prêmios científicos dos Estados Unidos, como a National Medal of Science.

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Insights Comportamentais e Políticas Públicas

Na área financeira, os programas governamentais têm sido desenhados tradicionalmente com base em modelos econômicos que consideram os seres humanos como agentes racionais e os mercados como eficientes em relação à informação.

Resumidamente, isso significa acreditar que as pessoas procuram sempre maximizar valor em qualquer tomada de decisão e que, olhando apenas as informações publicamente disponíveis no momento do investimento, ninguém consegue alcançar retornos superiores à média do mercado de modo consistente.

No entanto, estudos sobre comportamento financeiro vêm relativizando a crença na racionalidade das decisões financeiras, além de apontar que os mercados podem não ser assim tão eficientes quanto se imagina.

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