Tag Archives: financascomportamentais

Fragilidade Financeira

Fragilidade financeira é um termo cunhado por Hyman Minsky para definir a vulnerabilidade de um determinado sistema financeiro a crises. Lusardi, Schneider e Tufano estudaram a fragilidade financeira do ponto de vista dos lares americanos, examinando sua capacidade para levantar fundos de emergência. A pesquisa avaliou a aptidão das famílias americanas para levantar dois mil dólares, dentro de 30 dias, e comparou-a com a das famílias de sete outros países industrializados.

Continue lendo

Programados para a Imprudência?

Um recente artigo da RSA, intitulado Wired for Imprudence, defende que o cérebro humano não é naturalmente projetado para lidar bem com dinheiro e que, ao contrário, somos todos “programados para a imprudência”.

Segundo o artigo, algumas características humanas, somadas a fatores externos, são responsáveis por comprometer as nossas habilidades financeiras, constituindo-se em verdadeiros obstáculos à defesa dos nossos interesses financeiros:

Continue lendo

Nudge: Intervenções que Preservam a Liberdade de Escolha?

Nudge é uma palavra da língua inglesa que significa empurrar ou cutucar alguém levemente com o intuito de chamar sua atenção. Em sentido figurado, significa persuadir ou encorajar de forma sutil.

Cass Sustein¹ define o termo como uma intervenção que preserva a liberdade de escolha, ainda que possa influenciar a tomada de decisão. Em outras palavras, a ideia por trás dos nudges não é coagir, mas induzir.

Continue lendo

Behavioural Economics na Financial Conduct Authority (FCA) do Reino Unido

A FCA é um dos órgãos reguladores que passou a aplicar insights de Economia Comportamental em sua atuação. Para quem não conhece, trata-se de entidade responsável pela supervisão dos serviços financeiros no Reino Unido, tendo como objetivos:  proteger consumidores; assegurar a estabilidade da indústria financeira; e promover a competição entre provedores de serviços financeiros, detendo, para tanto, poderes para investigar e punir os infratores às suas normas.

Trata-se de entidade recentemente criada, é verdade, mas que herdou uma longa tradição educacional e de pesquisa da FSA – Financial Services Authority. Em 2013, a FSA foi desmembrada em duas entidades reguladoras: a já mencionada FCA e a Prudential Regulation Authority – PRA, que é parte do Banco da Inglaterra, a qual é responsável pela regulação prudencial e supervisão de bancos e outras entidades.

Em abril de 2013, a FCA publicou o relatório (Ocasionnal Paper nº 1), intitulado “Applying behavioural economics at the Financial Conduct Authority” (ou “Aplicando economia comportamental na FCA”, em uma tradução livre). O trabalho sintetiza algumas das principais lições da economia comportamental para os mercados financeiros, segundo a visão do regulador britânico, apontando como os indivíduos podem cometer erros muitas vezes previsíveis na escolha e na utilização de produtos e serviços financeiros, bem como, de que forma as instituições reagem ou respondem a esses equívocos.

Continue lendo