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Série CVM Comportamental – Viés do Crescimento Exponencial

O Viés do Crescimento Exponencial (em Inglês, Exponential Growth Bias) descreve a dificuldade de raciocinar em termos de juros compostos, o que pode nos levar a subestimar seus efeitos no longo prazo.

Isso acontece porque, dada a falta de familiaridade como o tipo de raciocínio matemático envolvido em seu cálculo, muitas pessoas calculam os juros compostos de modo linear, projetando retornos bem abaixo da realidade e, por isso, menosprezando a importância de poupar.

Por outro lado, esse viés pode fazer com que um tomador de empréstimo perca o controle sobre sua vida financeira, por exemplo, ao contrair uma dívida cujo valor a ser pago cresça mais rapidamente do que o esperado.

Outra consequência é que, além de projetar um crescimento inferior ao real para suas aplicações, subvalorizando os ganhos futuros e minimizando as vantagens de ter uma reserva, quem falha em visualizar o crescimento exponencial também tem dificuldade de compreender a importância do fator tempo para a poupança e o conceito de valor do dinheiro no tempo. Assim, esse indivíduo tende a adiar o momento de começar a poupar e, ao fazê-lo, possui preferência por investimentos de curto prazo.

No Brasil, é comum que o rendimento de determinados investimentos seja tributado a alíquotas que diminuem conforme o prazo da aplicação. Uma tributação mais favorável, aliada à escolha do produto de investimento adequado, pode gerar diferenças de rentabilidade que, mesmo pequenas à primeira vista, se tornam significativas no longo prazo, devido ao efeito dos juros compostos.

Em comparação, aquele que supera essa dificuldade se sentirá estimulado a poupar não apenas um valor superior, mas também por um período de tempo mais longo, maximizando seu retorno financeiro.

Embora os conhecimentos de matemática financeira sejam úteis para a tomada de decisões, atualmente existem diversas ferramentas disponíveis que auxiliam a projetar o saldo futuro dos investimentos ou a estimar o tempo necessário para amortizar uma dívida, sem a necessidade de efetuar cálculos complexos.

Por fim, para evitar o Viés do Crescimento Exponencial, é recomendável:

  • Utilizar simuladores, aplicativos e planilhas disponíveis na internet e no celular para observar o efeito dos juros compostos no longo prazo;
  • Compreender os benefícios de começar a poupar o mais cedo possível e deixar o valor aplicado pelo maior tempo que puder;
  • Aproveitar as oportunidades de ganhar juros e evitar pagá-los (por exemplo, quitando suas contas em dia);
  • Evitar atrasar o cartão de crédito ou pagar o mínimo por longos períodos, deixando os juros se acumularem mês a mês;
  • Caso seja realmente necessário contrair um empréstimo ou financiamento, procurar informar-se sobre o Custo Efetivo Total e negociá-lo para que seja o mínimo, assim como contratar pelo menor prazo possível;
  • Trocar as dívidas mais caras (com maior taxa de juros) por outras com menor taxa;
  • Ficar sempre atento aos contratos de empréstimo, em que normalmente se especifica o regime de juros vigentes, seu valor, periodicidade, forma de reajuste e demais informações relevantes;
  • Em caso de dificuldade, buscar a orientação de profissionais especializados ou de pessoas que tenham maior experiência e familiaridade com decisões financeiras.

O que Pensa o Investidor sobre Equity Crowdfunding?

Ao longo de 2015, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) conduziu estudos para a elaboração de uma norma regulamentadora do mercado de “equity crowdfunding” – um modelo de financiamento coletivo de empresas nascentes, em que a pessoa que contribui recebe como contrapartida o direito de participação nos resultados futuros, geralmente sob a forma de participação societária ou de títulos conversíveis em participação.

Nesse contexto, fizemos um levantamento das opiniões e preferências de alguns investidores sobre essa modalidade de investimento, cujo resultado apresentamos a seguir…

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Novidade para 2016: uma área para download de materiais!

Em agosto deste ano, o Penso, logo invisto? completará 2 anos de idade. Ao longo deste período fomos acumulando posts, geralmente com links para os artigos e pesquisas originais, aos quais nos remetemos.

Com o intuito de facilitar a busca e o download do conteúdo desenvolvido por nós, criamos uma nova aba no menu principal, intitulada “materiais“, na qual disponibilizaremos as publicações produzidas especialmente para os leitores do blog.

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Apresentações da 3ª Conferência de Educação Financeira e Comportamento do Investidor

Seguindo a tradição das duas últimas edições, a Comissão de Valores Mobiliários disponibiliza ao público as apresentações da 3º Conferência de Educação Financeira e Comportamento do Investidor (IEC2015), realizada no Rio de Janeiro, nos dias 7 e 8 de dezembro de 2015, e organizada pela CVM, BM&FBOVESPA e ANBIMA, com o apoio da CETIP, além do apoio institucional da IOSCO e da Embaixada do Reino Unido.

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Série CVM Comportamental – Vol 1: Vieses do Investidor

A Educação Financeira na CVM vem ganhando novos contornos nos últimos anos, com a consolidação da percepção de que entender os padrões de comportamento e perfis dos investidores é fundamental para a eficácia de nossa atuação educacional.

É nesse contexto que nasce o primeiro volume de uma série de materiais educacionais – Série CVM Comportamental -, intitulado Vieses do Investidor, criado com o objetivo de alertar o cidadão sobre os erros sistemáticos mais comuns que podem ser cometidos na tomada de decisões, sendo que este volume tratará de algumas tendências mais associadas a decisões de investimento, enquanto os próximos volumes abordarão vieses mais relacionados a consumo, poupança e outros tópicos.

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Para onde vai a Economia Comportamental?

De onde veio e para onde vai a Economia Comportamental? Para responder a essa pergunta, Magda Osman examina as origens dessa ciência e seu parentesco com a Psicologia, partindo do princípio de que o futuro de ambas se move na mesma direção.

Em seu artigo intitulado Behavioral Economics: Where is it heading?, Osman analisa o conceito de Economia Comportamental, mostrando como ele variou ao longo do tempo, porém mantendo, como eixos centrais, a sólida fundamentação empírica da disciplina e o foco no estudo dos processos psicológicos.

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Rob Ranyard na IEC2015!

Dr. Rob Ranyard
Dr. Rob Ranyard

O Dr. Ranyard possui os títulos de Ph.D. em Psicologia e de Chartered Psychologist , é membro da Internacional Association for Research in Economic Psychology – IAREP e leciona nas universidades de Bolton e Leeds, no Reino Unido.

Seus interesses acadêmicos são variados e incluem Psicologia da Tomada de Decisão, Psicologia Econômica, Psicologia Cognitiva  e Metodologia de Pesquisa.

Seus mais recentes projetos abordam:

  • Tomada de decisões financeiras pessoais e familiares;
  • Decisão, risco e incerteza;
  • Adaptação do cidadão a moedas novas e desconhecidas;
  • Percepções sobre variações de preços e inflação;
  • Comportamento de busca de emprego após o término do ensino superior e decisões relativas a carreira; e
  • Questões atuais em pesquisa sobre tomada de decisão.

Mais informações sobre o palestrante, bem como a lista de suas publicações recentes, podem ser encontradas nos links abaixo:

Perfil do Dr. Ranyard na Bolton University

Perfil do Dr. Ranyard na Leeds University Business School

Na 3ª Conferência de Educação Financeira e Comportamento do Investidor (IEC2015), o Dr. Ranyard participará do painel intitulado “Tópicos de Psicologia Econômica”, moderado pela Drª Vera Rita de Mello Ferreira, que faz parte do Núcleo de Estudos Comportamentais (NEC) da CVM.