As crises econômicas podem afetar o apetite por risco?

Os acontecimentos do passado têm o potencial de servir como experiências e lições para atitudes tomadas no presente. A crise de 2008, por exemplo, resultou em diminuição de patrimônio e renda, além de perdas de emprego que impactaram negativamente o mercado de trabalho. Há indícios que ela afetou também o comportamento dos investidores.

Um artigo publicado em 2020, por Lippi e Rossi, parte do pressuposto que o cenário de crise influencia a tolerância a risco de investidores e busca demonstrar como isso ocorreu durante a crise 2008, na Itália. Mesmo sendo difícil medir a tolerância a risco por sua natureza multidimensional, mudanças neste fator podem levar a ajustes na alocação de ativos, mudanças no portfólio e no planejamento financeiro, segundo os autores.

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Como as pessoas reagiram à crise de 2008?

Podemos pensar em crises econômicas como tendo impacto em dois níveis de relações econômicas: nas relações macroeconômicas, que, simplificadamente, incluem transações entre países; e nas vidas privadas e comportamentos das pessoas. Esses dois níveis estão relacionados e se impactam mutuamente, mas também têm particularidades.   

Os interesses de pesquisa das pesquisadoras suíçaSöderberg e Wester concentraram-se no segundo nível. Elas realizaram uma pesquisa para entender como pessoas leigas, que não eram profissionais do mercado financeiro, reagiram à crise de 2008 no tocante a suas finanças.  

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