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Habilidades não cognitivas podem afetar decisões financeiras?

O Banco de Compensações Internacionais (BIS), em fevereiro de 2017, publicou o estudo “Understanding the Determinants of Financial Outcomes and Choices: The Role of Noncognitive Abilities”[1], que procura entender a ligação entre as habilidades não cognitivas, bem-estar financeiro e a tomada de decisões financeiras.

O relatório menciona uma pesquisa anterior do banco central americano (FED) para contextualizar a importância do tema. De acordo com o FED, metade da população americana está vulnerável a emergências financeiras: uma despesa não esperada de $400 faria com que essas pessoas se endividassem ou vendessem seus bens. Logo, é de grande importância estudar como as habilidades não cognitivas se relacionam com a probabilidade de fazer escolhas que podem levar a dificuldades financeiras. O estudo usou como base uma amostra de 7.000 cidadãos dos Países Baixos que responderam a uma pesquisa longitudinal de domicílios entre 2008 e 2015. Continue lendo

Como levar em conta o envelhecimento cognitivo ao prestar serviços financeiros?

Por conta do processo de envelhecimento pelo qual passa a população do Reino Unido e buscando encorajar as empresas de serviços financeiros a melhor compreender como aprimorar seu atendimento aos consumidores mais velhos, o órgão regulador daquele país, Financial Conduct Authority (FCA), iniciou em 2016 o projeto “Ageing Population[1]. Um dos produtos do projeto é uma revisão de literatura destinada a fornecer uma visão geral do espectro de fatores cognitivos que podem afetar a forma com que os idosos lidam com serviços financeiros. A revisão apresenta os achados acadêmicos mais recentes sobre envelhecimento cognitivo e suas consequências para a prestação de serviços, sob a forma de tarefas simples e complexas, como pagamentos em dinheiro e em cartão, atendimento telefônico e em agências, monitoramento de contas, gerenciamento financeiro, “online banking”, entre outras. Continue lendo

E-mails informativos são capazes de aumentar a contribuição previdenciária?

A Mathematica Policy Research, em abril de 2017, publicou o estudo denominado “Using Behavioral Insights to Increase Retirement Savings”[1], que estudou formas de aumentar o nível de poupança para aposentadoria dos funcionários do Departamento de Trabalho dos Estados Unidos (DOL) com o uso de “insights” comportamentais.

Dado que, pelo plano de aposentadoria Thrift Savings Plan – TSP, o governo americano deposita o mesmo valor da contribuição mensal do servidor (benefício também conhecido como “matching”) em sua conta de aposentadoria individual até o limite de 5% do salário, é de se esperar que ele aproveite plenamente esta vantagem. Entretanto, em 2015 mais de 25% dos funcionários públicos do DOL contribuíram abaixo desse limite, o que abriu espaço para uma intervenção comportamental. Logo, a pesquisa procura entender se e-mails informativos são capazes de influenciar as pessoas a pouparem mais. Continue lendo

5ª Conferência de Ciências Comportamentais e Educação do Investidor

Além dos habituais temas relacionados a educação do investidor e estudos comportamentais, os eventos da semana de 6 a 14 de dezembro deste ano incluirão o Seminário Brasileiro de Sustentabilidade e Investimento e o Seminário Brasileiro sobre Fintech.

A 5ª Conferência de Ciências Comportamentais e Educação do Investidor e o 2º Seminário Regional sobre Novas Tendências em Educação Financeira, como habitualmente, contarão com a participação de renomados acadêmicos, pesquisadores nacionais e internacionais, bem como representantes de órgãos reguladores e autorreguladores, a fim de proporcionar uma abordagem multidisciplinar nos campos da psicologia, economia, antropologia, educação e outros, além de debater estratégias e políticas públicas inovadoras de educação financeira. Neste ano, serão discutidas também ferramentas financeiras para permitir o avanço do desenvolvimento sustentável no Brasil e novas tecnologias financeiras (Fintech).

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Revolução informacional: os avanços tecnológicos afetaram a teoria econômica?

Paul Ormerod, em seu paper Economics[1], realiza uma breve crítica sobre os modelos macroeconômicos da escola dominante ou convencional (“mainstream”), apontando as falhas no pressuposto da racionalidade dos agentes econômicos e na hipótese de que as preferências são fixas no tempo. O autor começa citando como exemplo a crise europeia de 2010, durante a qual os modelos financeiros foram incapazes de prever e explicar o comportamento do ciclo econômico da época.

Os modelos “real business cycle” de Kydland e Prescott e os modelos DSGE (“Dynamic Stochastic General Equilibrium”) são mencionados como ferramentas populares ao redor do mundo, ainda que tenham falhado em prever os efeitos da crise financeira mundial de 2008. A essência desses modelos envolve um arcabouço matemático complexo e microfundamentos baseados na escolha ótima dos indivíduos entre lazer e trabalho. Continue lendo

Apresentações da 4ª Conferência de Ciências Comportamentais e Educação do Investidor

Disponibilizamos abaixo os links para as apresentações dos palestrantes da 4ª Conferência de Ciências Comportamentais e Educação do Investidor.

Os arquivos são exatamente os que foram apresentados no evento e, portanto, estão na língua original escolhida pelo palestrante, sem tradução.

A programação deste ano foi mais intensa, ocupando uma semana inteira, e compreendeu os seguintes eventos:

2ª – 05/12/2016 – Fintech Day

3ª – 06/12/2016 – Seminário de Pesquisas em Educação Financeira e Comportamento

  • Aplicação de Insights Comportamentais em Políticas Públicas
    • Drª. Ellen Katrine Nyhus (PhD, School of Business and Law, Universidade de Agder, Noruega) – não disponível

4ª – 07/12/2016 (tarde) – Conferência de Ciências Comportamentais e Educação do Investidor (1º dia)

5ª – 08/12/2016 – Conferência de Ciências Comportamentais e Educação do Investidor (2º dia)

6ª – Seminário Regional sobre Novas Tendências em Educação Financeira

 

Conferência de Ciências Comportamentais e Educação do Investidor

Além dos habituais temas relacionados à educação do investidor e aos estudos comportamentais, os eventos da semana de 5 a 9 de dezembro deste ano tratarão também de novas tecnologias financeiras – conhecidas como Fintech – e incluem a comemoração dos 40 anos da Lei nº 6385/76, que criou a CVM.

Os eventos deste ano contam com a participação de renomados pesquisadores nacionais e internacionais, representantes de órgãos reguladores e autorreguladores, empresas e profissionais do mercado com atuação educacional relevante

Os encontros proporcionarão uma abordagem multidisciplinar, abrangendo campos da Psicologia, Economia, Antropologia e Educação, entre outros, assim como o debate sobre estratégias e políticas públicas inovadoras na área da educação financeira.

A programação deste ano está mais intensa, ocupando uma semana inteira, e compreenderá os seguintes eventos:

  • 2ª – Fintech Day
  • 3ª – Seminário de Pesquisas em Educação Financeira e Comportamento
  • 4ª (manhã) – 40º Aniversário da Comissão de Valores Mobiliários
  • 4ª (tarde) e 5ª – Conferência de Ciências Comportamentais e Educação do Investidor
  • 6ª – Seminário Regional sobre Novas Tendências em Educação Financeira

O programa completo, com os temas dos painéis e seus componentes, está disponível no site http://www.iecbrazil.com.br/, por meio do qual deve ser feita a inscrição do participante, indispensável para a entrada no evento.

Entre as novidades deste ano, além do Fintech Day, está o Seminário sobre pesquisas em Educação Financeira, como espaço para discussão mais aprofundada do tema, e a inclusão de um painel sobre Antropologia das Finanças na Conferência, que contará com a presença de autoridades mundiais em Antropologia do Dinheiro e das Finanças, como o Dr. Bill Maurer.

As palestras terão temas como “Nudges no Mercado Financeiro”, “Estimulando Famílias de Baixa Renda a Poupar Regularmente”, “Como a Publicidade Contribui para o Processo Decisório de Investimentos” e “Como os Reguladores de Valores Mobiliários dos Estados Unidos estão Direcionando os Investidores Vulneráveis”, entre vários outros.

O Dr. Werner DeBondt falará sobre a Psicologia da Regulação e um painel discutirá de que modo seria possível assegurar a adequação da recomendação de investimentos.

Será discutida a educação de investidores dos Estados Unidos, Canadá, Indonésia, Itália e Espanha, além de apresentado em mais detalhes – pela Drª Annamaria Lusardi – o resultado do estudo americano de capacidade financeira, já comentado aqui no blog.

Os eventos deste ano continuam gratuitos e acontecerão no Rio de Janeiro, no Windsor Atlântica Hotel, localizado na Avenida Atlântica, 1020, no bairro de Copacabana.

No entanto, a participação só estará garantida após a confirmação que enviaremos por e-mail, em data próxima à da realização dos eventos, uma vez que a quantidade de participantes está sujeita à lotação máxima do auditório.

Por isso, não perca tempo e faça logo sua inscrição!