Tag Archives: Ciências Comportamentais

O papel do autocontrole nas decisões econômicas das crianças

As crianças podem adquirir comportamentos econômicos e hábitos a partir da observação de outras pessoas ou a partir de suas próprias experiências. Buscando mostrar como o aumento do nível de autocontrole ou a indução de orientação de autorregulação podem afetar as decisões econômicas das crianças, as autoras Agata Trzcińska, Katarzyna Sekścińska e Dominika Maison publicaram, no inicio de agosto, o artigo The role of self-control and regulatory foci in money-saving behaviours among children¹. Elas estavam interessadas em saber ​​se a ativação mental de autocontrole não relacionado ao comportamento financeiro é suficiente para influenciar não só as decisões financeiras hipotéticas, mas também comportamentos econômicos.

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Aprendendo Rápido ou Devagar?

Em julho, recebemos um convite para assistir a uma palestra na PUC Rio com Terrance Odean, um dos autores do artigo Learning Fast or Slow¹. De forma lúdica, ele iniciou comparando as reações de Luke – personagem interpretado por Paul Newman em “Rebeldia Indomável”, que apesar de apanhar tanto não desiste – a dos investidores de day trade que mesmo perdendo dinheiro demoram a abandonar a prática.

 

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Como dobrar as taxas de poupança!

Em 2018, o Behavioral Economics Guide focou em três assuntos de interesse crescente na Economia Comportamental: a imagem social como um preditor subjacente do comportamento humano; a efetividade e as consequências dos contratos de compromisso; e, o papel da falta de atenção nas decisões do consumidor.

Algumas aplicações de ideias acerca desses temas foram expostas nesse guia. Hoje falaremos sobre meios utilizados para incentivar a poupança e encorajar a população a manter esse hábito por tempo suficiente para atingir seus objetivos, uma vez que muitos começam, mas pouquíssimos conseguem atingir suas metas.

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Grupo de Estudos de Antropologia das Finanças (parte 1)

O Centro Educacional CVM-OCDE de Letramento Financeiro para América Latina e Caribe em parceria com o Núcleo de Pesquisas em Cultura e Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (NuCEC-UFRJ) organizou, nos últimos seis meses, o Grupo de Estudos de Antropologia das Finanças (GEAF). Versando temas financeiros a partir das contribuições da antropologia e sociologia, a iniciativa buscou servir como espaço de diálogo e aprendizagem entre profissionais do mercado financeiro, servidores públicos, estudantes, professores e demais interessados.

Com um encontro presencial realizado na sede da CVM-RJ para cada unidade temática, os encontros foram orientados pelos seguintes eixos: 1) Dinheiro e dívida, 2) Profissionais do mercado financeiro e seus trabalhos, 3) A construção das finanças em perspectiva histórica, 4) A infraestrutura, as teorias e as tecnologias das finanças, 5) Endividamento e políticas governamentais, e 6) Regulação e crises do mercado. A seguir vamos compartilhar a bibliografia abordada e os principais temas discutidos nos três primeiros encontros e, na semana que vem, cobriremos as últimas três sessões.

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Finanças comportamentais: os depósitos diários são mais eficazes que os mensais para a realização de poupança de longo prazo?

Em janeiro deste ano, Hal Hershfield, Stephen Shu e Shlomo Benartzi[1] publicaram a pesquisa “Temporal Reframing and Savings: A Field Experiment”[2], que procurou entender se oferecer a uma pessoa a possibilidade de efetuar aportes de forma mais frequente aumentaria a sua chance de aderir a um programa de poupança para a aposentadoria.

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Habilidades não cognitivas podem afetar decisões financeiras?

O Banco de Compensações Internacionais (BIS), em fevereiro de 2017, publicou o estudo “Understanding the Determinants of Financial Outcomes and Choices: The Role of Noncognitive Abilities”[1], que procura entender a ligação entre as habilidades não cognitivas, bem-estar financeiro e a tomada de decisões financeiras.

O relatório menciona uma pesquisa anterior do banco central americano (FED) para contextualizar a importância do tema. De acordo com o FED, metade da população americana está vulnerável a emergências financeiras: uma despesa não esperada de $400 faria com que essas pessoas se endividassem ou vendessem seus bens. Logo, é de grande importância estudar como as habilidades não cognitivas se relacionam com a probabilidade de fazer escolhas que podem levar a dificuldades financeiras. O estudo usou como base uma amostra de 7.000 cidadãos dos Países Baixos que responderam a uma pesquisa longitudinal de domicílios entre 2008 e 2015. Continue lendo