Tag Archives: bem-estar financeiro

World Investor Week terá segunda edição em outubro

CVM é coordenadora nacional e preside Comitê responsável pela campanha

Entre 1 e 7/10/2018, será realizada a segunda edição da Semana Mundial do Investidor (WIW – World Investor Week), projeto da Organização Internacional das Comissões de Valores (IOSCO).

A Semana faz parte da agenda de projetos coordenado pelo Comitê 8 da IOSCO (Retail Investors – Investidores de Varejo), atualmente presidido pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), com o objetivo de promover a consciência sobre a importância da educação financeira e da proteção ao investidor, disseminando mensagens de orientação e proporcionando novas oportunidades educacionais em todo o globo.

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Como avaliar o nível de letramento financeiro da população?

Em março último a OCDE/INFE tornou pública a nova versão de sua ferramenta de avaliação de letramento e inclusão financeiros¹. Trata-se de uma atualização do questionário aplicado entre 2015 e 2016 em quarenta países. A versão de 2018 traz novidades que permitem mensurar o conhecimento financeiro relacionado às inovações que transformaram o mercado financeiro nos últimos anos. Continue lendo

Habilidades não cognitivas podem afetar decisões financeiras?

O Banco de Compensações Internacionais (BIS), em fevereiro de 2017, publicou o estudo “Understanding the Determinants of Financial Outcomes and Choices: The Role of Noncognitive Abilities”[1], que procura entender a ligação entre as habilidades não cognitivas, bem-estar financeiro e a tomada de decisões financeiras.

O relatório menciona uma pesquisa anterior do banco central americano (FED) para contextualizar a importância do tema. De acordo com o FED, metade da população americana está vulnerável a emergências financeiras: uma despesa não esperada de $400 faria com que essas pessoas se endividassem ou vendessem seus bens. Logo, é de grande importância estudar como as habilidades não cognitivas se relacionam com a probabilidade de fazer escolhas que podem levar a dificuldades financeiras. O estudo usou como base uma amostra de 7.000 cidadãos dos Países Baixos que responderam a uma pesquisa longitudinal de domicílios entre 2008 e 2015. Continue lendo

Como avaliar o sucesso de programas de empoderamento e capacitação financeiros?

Em 2017 a área de empoderamento financeiro do CFPB (órgão norte-americano de proteção ao consumidor financeiro) publicou um relatório[1] com a iniciativa de equalizar as métricas de avaliação dos diferentes programas existentes de empoderamento financeiro[2] e de capacitação financeira.

O relatório estabelece uma lista com recomendações de resultados desejáveis (“outcomes”) para informar aos prestadores de serviços sobre os benefícios de integrar iniciativas de empoderamento financeiro aos seus programas, disponibilizar um conjunto comum de métricas de empoderamento financeiro, além de promover a consistência entre diferentes iniciativas criando uma estrutura única de resultados desejáveis (“framework”) e uma linguagem comum. Continue lendo

Grupos de apoio podem ajudar pessoas em superendividamento?

O relatório “Moving forward together – peer support for people with debt problem”[1][2], publicado pelo Money Advice Service – MAS (órgão público responsável pela educação financeira no Reino Unido) em fevereiro de 2017, procurou entender como os grupos de apoio podem auxiliar as pessoas superendividadas na resolução de seus problemas financeiros.

O grupo de apoio é definido como um ambiente de compartilhamento de conhecimento, experiência e ajuda prática entre indivíduos, além de benefício mútuo, baseado na empatia e validação que advêm de experiências similares. Tem como objetivo promover a confiança mútua, auxiliar os indivíduos na autocura e tornar uma situação supostamente anormal em algo mais natural. Continue lendo

Finanças pessoais: aplicativos são mais eficientes que anotações no papel?

A Royal London realizou o estudo denominado “Looking after the pennies: A Royal London study into the impact of regular monitoring on household spending and saving”[1], entre julho e novembro de 2016. O objetivo do trabalho é testar o impacto do uso de meios de controle financeiro sobre o gerenciamento de sua vida financeira. Para isso, 411 cidadãos do Reino Unido que participaram da pesquisa foram convidados a registrar cada centavo gasto diariamente utilizando aplicativos de celular ou o simples método de anotação em papel.

No começo do estudo, os participantes responderam a um questionário para medir sua capacidade financeira. 93% dos respondentes disseram que é importante monitorar gastos domésticos e 84% afirmaram ter controle sobre suas finanças. No entanto, 30% possuíam problemas em manter em dia as contas de casa, e 31% não tinham nenhum tipo de planejamento de seu consumo, o que demonstra certo nível de contradição. Continue lendo