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Série CVM Comportamental – Vol. 3 – Vieses do Consumidor

Na introdução ao 1º volume desta série explicamos o que são heurísticas e vieses. Por sua importância na compreensão do conteúdo que apresentaremos a seguir, lembramos novamente esses conceitos:

As heurísticas são regras de bolso (ou atalhos mentais) que agilizam e simplificam a percepção e a avaliação das informações que recebemos. Por um lado, elas simplificam enormemente a tarefa de tomar decisões; mas, por outro, podem nos induzir a erros de percepção, avaliação e julgamento que escapam à racionalidade ou estão em desacordo com a teoria da estatística. Esses erros ocorrem de forma sistemática e previsível, em determinadas circunstâncias, e são chamados de vieses.

Nesse 3º volume, não apenas comentamos novos vieses, mas procuramos fazer isso sob a ótica do consumo consciente, mostrando em que sentido eles podem ser obstáculos entre a nossa intenção e as ações de adquirir produtos e serviços que efetivamente atendem nossas necessidades, sem comprometer nosso bem-estar financeiro e levando em conta aspectos de sustentabilidade.

Download: CVM Comportamental vol. 3

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5ª Conferência de Ciências Comportamentais e Educação do Investidor

Além dos habituais temas relacionados a educação do investidor e estudos comportamentais, os eventos da semana de 6 a 14 de dezembro deste ano incluirão o Seminário Brasileiro de Sustentabilidade e Investimento e o Seminário Brasileiro sobre Fintech.

A 5ª Conferência de Ciências Comportamentais e Educação do Investidor e o 2º Seminário Regional sobre Novas Tendências em Educação Financeira, como habitualmente, contarão com a participação de renomados acadêmicos, pesquisadores nacionais e internacionais, bem como representantes de órgãos reguladores e autorreguladores, a fim de proporcionar uma abordagem multidisciplinar nos campos da psicologia, economia, antropologia, educação e outros, além de debater estratégias e políticas públicas inovadoras de educação financeira. Neste ano, serão discutidas também ferramentas financeiras para permitir o avanço do desenvolvimento sustentável no Brasil e novas tecnologias financeiras (Fintech).

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Revolução informacional: os avanços tecnológicos afetaram a teoria econômica?

Paul Ormerod, em seu paper Economics[1], realiza uma breve crítica sobre os modelos macroeconômicos da escola dominante ou convencional (“mainstream”), apontando as falhas no pressuposto da racionalidade dos agentes econômicos e na hipótese de que as preferências são fixas no tempo. O autor começa citando como exemplo a crise europeia de 2010, durante a qual os modelos financeiros foram incapazes de prever e explicar o comportamento do ciclo econômico da época.

Os modelos “real business cycle” de Kydland e Prescott e os modelos DSGE (“Dynamic Stochastic General Equilibrium”) são mencionados como ferramentas populares ao redor do mundo, ainda que tenham falhado em prever os efeitos da crise financeira mundial de 2008. A essência desses modelos envolve um arcabouço matemático complexo e microfundamentos baseados na escolha ótima dos indivíduos entre lazer e trabalho. Continue lendo

Relatório “Educação financeira para além do conhecimento: estratégias de intervenção no comportamento de poupança”

A coordenação de estudos comportamentais da CVM (COP/CVM) publica o relatório “Educação financeira para além do conhecimento: estratégias de intervenção no comportamento de poupança”. O estudo representa o esforço da CVM para compreender os vieses e barreiras que podem afetar comportamentos financeiros, notadamente aqueles relativos à poupança, por meio de revisão bibliográfica. Também são descritas as intervenções encontradas na literatura científica que trabalharam com conceitos de ciências comportamentais para incentivar a formação de poupança e a tomada de decisões financeiras conscientes.

O relatório integra o projeto homônimo, o qual compreende a elaboração e validação de um ou mais produtos/materiais educacionais destinados à população de renda intermediária com potencial de poupança. Os produtos finais do projeto objetivarão estimular e apoiar a formação de reservas financeiras, assim como a promoção de decisões de investimento conscientes e bem informadas. O projeto também se caracteriza pela ampla utilização de “insights” provenientes das ciências comportamentais, sobretudo da psicologia, para que se busque uma efetiva mudança de comportamento financeiro dos usuários dos produtos educacionais a serem elaborados. Continue lendo

O que Há de Novo na Edição 2016 do BE Guide?

A versão deste ano do Behavioral Economics Guide já está disponível para download.  Enquanto as edições passadas tratam da teoria (2014) e da prática (2015), o intuito desta (2016) é fornecer diferentes perspectivas e falar das mais recentes inovações no campo da Economia Comportamental.

Quem faz a introdução é Gerd Gigerenzer, psicólogo alemão que estuda o uso de heurísticas na tomada de decisões. O Guia traz ainda uma seção de perguntas e respostas com Richard Thaler e Varun Gauri, artigos e estudos de caso por autores de ciências comportamentais aplicadas, um glossário de conceitos de Economia Comportamental e listas atualizadas de eventos, cursos e publicações.

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Behavioral Economics Guide 2015 Disponível para Download

Já está disponível para download gratuito a versão 2015 do Behavioral Economics Guide, que este ano tem sua introdução escrita por Dan Ariely, um dos expoentes das Finanças Comportamentais e autor de vários livros sobre o assunto.

Além da introdução, o guia é dividido em 3 partes: a editorial, a dedicada às fontes do conhecimento e a destinada à aplicação.

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Pesquisa da FINRA Analisa Aspectos Psicológicos das Fraudes Financeiras

A FINRA Investor Education Foundation, fundação americana dedicada à educação financeira, realizou uma pesquisa para entender quais os custos indiretos e os aspectos psicológicos relacionados às fraudes financeiras do ponto de vista das vítimas.

A pesquisa, intitulada “Non-Traditional Costs of Financial Fraud”, foi respondida por 600 americanos, a partir de 25 anos, de ambos os sexos, de diferentes perfis demográficos e vítimas de golpes, a respeito das consequências não financeiras do golpe sofrido.

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