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Relatório “Educação financeira para além do conhecimento: estratégias de intervenção no comportamento de poupança”

A coordenação de estudos comportamentais da CVM (COP/CVM) publica o relatório “Educação financeira para além do conhecimento: estratégias de intervenção no comportamento de poupança”. O estudo representa o esforço da CVM para compreender os vieses e barreiras que podem afetar comportamentos financeiros, notadamente aqueles relativos à poupança, por meio de revisão bibliográfica. Também são descritas as intervenções encontradas na literatura científica que trabalharam com conceitos de ciências comportamentais para incentivar a formação de poupança e a tomada de decisões financeiras conscientes.

O relatório integra o projeto homônimo, o qual compreende a elaboração e validação de um ou mais produtos/materiais educacionais destinados à população de renda intermediária com potencial de poupança. Os produtos finais do projeto objetivarão estimular e apoiar a formação de reservas financeiras, assim como a promoção de decisões de investimento conscientes e bem informadas. O projeto também se caracteriza pela ampla utilização de “insights” provenientes das ciências comportamentais, sobretudo da psicologia, para que se busque uma efetiva mudança de comportamento financeiro dos usuários dos produtos educacionais a serem elaborados. Continue lendo

O que Há de Novo na Edição 2016 do BE Guide?

A versão deste ano do Behavioral Economics Guide já está disponível para download.  Enquanto as edições passadas tratam da teoria (2014) e da prática (2015), o intuito desta (2016) é fornecer diferentes perspectivas e falar das mais recentes inovações no campo da Economia Comportamental.

Quem faz a introdução é Gerd Gigerenzer, psicólogo alemão que estuda o uso de heurísticas na tomada de decisões. O Guia traz ainda uma seção de perguntas e respostas com Richard Thaler e Varun Gauri, artigos e estudos de caso por autores de ciências comportamentais aplicadas, um glossário de conceitos de Economia Comportamental e listas atualizadas de eventos, cursos e publicações.

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Behavioral Economics Guide 2015 Disponível para Download

Já está disponível para download gratuito a versão 2015 do Behavioral Economics Guide, que este ano tem sua introdução escrita por Dan Ariely, um dos expoentes das Finanças Comportamentais e autor de vários livros sobre o assunto.

Além da introdução, o guia é dividido em 3 partes: a editorial, a dedicada às fontes do conhecimento e a destinada à aplicação.

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Pesquisa da FINRA Analisa Aspectos Psicológicos das Fraudes Financeiras

A FINRA Investor Education Foundation, fundação americana dedicada à educação financeira, realizou uma pesquisa para entender quais os custos indiretos e os aspectos psicológicos relacionados às fraudes financeiras do ponto de vista das vítimas.

A pesquisa, intitulada “Non-Traditional Costs of Financial Fraud”, foi respondida por 600 americanos, a partir de 25 anos, de ambos os sexos, de diferentes perfis demográficos e vítimas de golpes, a respeito das consequências não financeiras do golpe sofrido.

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1ª Conferência Anual da BSPA em Junho de 2015

A Behavioral Science & Policy Association (BSPA) realizará sua primeira conferência anual no dia 18/06/2015, em Nova York. O evento contará com um diálogo entre o economista Richard Thaler e o jornalista David Brooks (do New York Times) e com palestras de alguns dos mais importantes cientistas da área, formuladores de políticas públicas, executivos e pessoas da mídia.

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Todo Mundo Começa com Nota 10

Fruto da contribuição de um dos membros do Núcleo de Estudos Comportamentais (NEC) da CVM – a profª Vera Rita de Mello Ferreira – apresentamos aqui o artigo de Adriana Rodopoulos sobre o estudo intitulado Everyone starts with an ‘A’: applying behavioural insight to narrow the socioeconomic attainment gap in education, realizado em escolas da Alemanha. Segundo a autora, o estudo trata da aplicação dos pressupostos das ciências comportamentais à educação, com o intuito de melhorar o desempenho escolar e de diminuir a diferença de rendimento entre alunos de classes sociais diferentes.

A CVM agradece a contribuição e aproveita para sugerir aos leitores deste blog que reflitam sobre como as questões abordadas no estudo podem ajudar a melhorar as ações de Educação Financeira. Como seria possível reforçar uma mentalidade de formação de poupança e de planejamento financeiro? Quais as melhores estratégias para lidar com os vieses cognitivos que mais afetam o comportamento financeiro? Como as escolas poderiam criar um ambiente que favorecesse o consumo consciente e o desenvolvimento de uma relação saudável com o dinheiro desde a infância?

Disponibilizamos a seguir o artigo, incluindo um link para o estudo no qual ele se baseia, e aguardamos seus comentários:

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Behavioural Economics na Financial Conduct Authority (FCA) do Reino Unido

A FCA é um dos órgãos reguladores que passou a aplicar insights de Economia Comportamental em sua atuação. Para quem não conhece, trata-se de entidade responsável pela supervisão dos serviços financeiros no Reino Unido, tendo como objetivos:  proteger consumidores; assegurar a estabilidade da indústria financeira; e promover a competição entre provedores de serviços financeiros, detendo, para tanto, poderes para investigar e punir os infratores às suas normas.

Trata-se de entidade recentemente criada, é verdade, mas que herdou uma longa tradição educacional e de pesquisa da FSA – Financial Services Authority. Em 2013, a FSA foi desmembrada em duas entidades reguladoras: a já mencionada FCA e a Prudential Regulation Authority – PRA, que é parte do Banco da Inglaterra, a qual é responsável pela regulação prudencial e supervisão de bancos e outras entidades.

Em abril de 2013, a FCA publicou o relatório (Ocasionnal Paper nº 1), intitulado “Applying behavioural economics at the Financial Conduct Authority” (ou “Aplicando economia comportamental na FCA”, em uma tradução livre). O trabalho sintetiza algumas das principais lições da economia comportamental para os mercados financeiros, segundo a visão do regulador britânico, apontando como os indivíduos podem cometer erros muitas vezes previsíveis na escolha e na utilização de produtos e serviços financeiros, bem como, de que forma as instituições reagem ou respondem a esses equívocos.

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