A Pesquisa do Investidor de 2015 — um componente do Estudo Nacional de Capacidade Financeira, realizado pela Fundação FINRA em 2015 — fornece uma rica gama de informações adicionais sobre tópicos relacionados a investimento, que podem ser de interesse para pesquisadores, educadores, reguladores e outros profissionais relacionados de alguma forma ao setor financeiro.

As conclusões mostram que os investidores estão relativamente menos confiantes na capacidade dos reguladores para garantir a equidade nas negociações.  Ainda assim, parecem bastante otimistas em relação ao desempenho geral do mercado e ainda mais otimistas com o desempenho de sua própria carteira – visão que pode estar sujeita a alguns vieses já comentados aqui, como o Viés do Otimismo e a Falácia do Planejamento.

A pesquisa da Fundação FINRA mostra que mais da metade dos investidores americanos usa uma corretora ou consultor profissional, e que entre os que usam, menos da metade se preocupa com o fato de que o recebimento de incentivos e comissões por seus agentes possa representar conflito de interesses. Efeito Avestruz?

Além disso, o conhecimento geral sobre ferramentas de informação orientadas para o investidor é baixo e seu uso é ainda menor. E a alfabetização financeira, medida por um questionário de 10 itens, mostra espaço para melhorias. Autoconfiança Excessiva?

Nos Estados Unidos, os tipos mais comuns de investimentos no mercado americano ainda são ações e fundos mútuos, enquanto outras modalidades, como Fundos de Índice, Fundos de Investimento Imobiliário, Opções, Mercadorias e Futuros permanecem relativamente raras.

Embora a maioria dos investidores entenda a relação entre risco e retorno e seja capaz de definir corretamente o que são ações e títulos, muito poucos demonstram compreender conceitos como “conta margem” e “venda a descoberto” ou sabem distinguir retorno nominal de real.

Finalmente, a pesquisa revela algumas  diferenças interessantes entre as gerações de investidores: os mais jovens são menos propensos a usar consultores profissionais, mais propensos a usar “robôs-conselheiros” e mais familiarizados com conceitos como crowdfunding do que os investidores mais velhos. Além disso, os mais novos expressam mais preocupação com fraude em investimentos do que os mais idosos.

Segundo a Fundação FINRA, pesquisas futuras de rastreamento desses investidores poderão ajudar a determinar quais tendências se tornarão duradouras e quais são apenas modas temporárias.

E você, o que acha? Reconhece a existência dos vieses apontados no comportamento do investidores americanos? Acha que os brasileiros também estão sujeitos aos mesmos erros?

Aguardamos seu comentário!

One thought on “Pesquisa da FINRA Revela Vieses do Investidor?

  1. Meu nome é Rosangela, achei muito interessante o conteúdo do site, de extrema importância! Estava pesquisando sobre um outro assunto e vim parar nesse belo texto, embora não intenda muito sobre investimento, foi uma verdadeira aula, vou aconselhar o meu filho a tentar um curso de economia. Obrigada!

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