World Investor Week terá segunda edição em outubro

CVM é coordenadora nacional e preside Comitê responsável pela campanha

Entre 1 e 7/10/2018, será realizada a segunda edição da Semana Mundial do Investidor (WIW – World Investor Week), projeto da Organização Internacional das Comissões de Valores (IOSCO).

A Semana faz parte da agenda de projetos coordenado pelo Comitê 8 da IOSCO (Retail Investors – Investidores de Varejo), atualmente presidido pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), com o objetivo de promover a consciência sobre a importância da educação financeira e da proteção ao investidor, disseminando mensagens de orientação e proporcionando novas oportunidades educacionais em todo o globo.

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O papel do autocontrole nas decisões econômicas das crianças

As crianças podem adquirir comportamentos econômicos e hábitos a partir da observação de outras pessoas ou a partir de suas próprias experiências. Buscando mostrar como o aumento do nível de autocontrole ou a indução de orientação de autorregulação podem afetar as decisões econômicas das crianças, as autoras Agata Trzcińska, Katarzyna Sekścińska e Dominika Maison publicaram, no inicio de agosto, o artigo The role of self-control and regulatory foci in money-saving behaviours among children¹. Elas estavam interessadas em saber ​​se a ativação mental de autocontrole não relacionado ao comportamento financeiro é suficiente para influenciar não só as decisões financeiras hipotéticas, mas também comportamentos econômicos.

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Aprendendo Rápido ou Devagar?

Em julho, recebemos um convite para assistir a uma palestra na PUC Rio com Terrance Odean, um dos autores do artigo Learning Fast or Slow¹. De forma lúdica, ele iniciou comparando as reações de Luke – personagem interpretado por Paul Newman em “Rebeldia Indomável”, que apesar de apanhar tanto não desiste – a dos investidores de day trade que mesmo perdendo dinheiro demoram a abandonar a prática.

 

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Caçadores de risco ou avessos ao risco?

Teorias convencionais de processo decisório financeiro presumem indivíduos racionais, totalmente informados e que objetivam avaliar os riscos de investimento pela volatilidade dos rendimentos. Tais modelos preveem que as pessoas investem uma fração positiva da sua riqueza no mercado de ações e diversificam a carteira de investimentos. Entretanto, a evidência empírica mostra que o comportamento financeiro real é difícil de explicar a partir de um modelo totalmente racional. As pessoas geralmente não estão confortáveis ​​com o risco e percebem as perdas como ´maiores do que os ganhos’.

Usando dados da ING International Survey (IIS), o artigo de Maria Ferreira “Cross-Country Differences in Risk Attitudes Towards Financial Investment[1] divulgou uma pesquisa sobre atitudes de risco financeiro de indivíduos em 15 países e identificou fatores relevantes que afetam a propensão a assumir riscos em investimentos. Os resultados apontam uma atitude de aversão ao risco em toda a amostra de aproximadamente 12.500 pessoas e sugerem que nem sempre se sustenta a teoria de que o desejo de aumentar os investimentos em produtos com maiores rendimentos é diretamente proporcional à disponibilidade de correr risco.

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Como dobrar as taxas de poupança!

Em 2018, o Behavioral Economics Guide focou em três assuntos de interesse crescente na Economia Comportamental: a imagem social como um preditor subjacente do comportamento humano; a efetividade e as consequências dos contratos de compromisso; e, o papel da falta de atenção nas decisões do consumidor.

Algumas aplicações de ideias acerca desses temas foram expostas nesse guia. Hoje falaremos sobre meios utilizados para incentivar a poupança e encorajar a população a manter esse hábito por tempo suficiente para atingir seus objetivos, uma vez que muitos começam, mas pouquíssimos conseguem atingir suas metas.

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Laboratório de Capacidades Financeiras – Parte II

Nesta segunda parte do resumo sobre as ideias e aplicações do Financial Capability Lab[i], abordaremos o uso de opções-padrões (default) mais inteligentes para ajudar as pessoas a economizar e pagar suas dívidas mais rapidamente. Quando se fala em opções-padrões para ajudar as pessoas, vale a pena mencionar os insights comportamentais relevantes:

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Uso de insights comportamentais pode ajudar a educar os investidores, dizem IOSCO / OECD

Reguladores dos mercados financeiros e outras organizações estão usando cada vez mais insights comportamentais para ajudar os investidores a tomar decisões financeiras mais informadas, de acordo com o relatório publicado, em maio de 2018, pela Organização Internacional de Comissões de Valores (IOSCO) e pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico/ Rede Internacional de Educação Financeira (OECD/INFE).

O crescimento acelerado de tecnologias inovadoras, uma quantidade enorme de informações financeiras disponíveis e produtos financeiros cada vez mais sofisticados tornam progressivamente mais difícil para os investidores de varejo navegarem nos complexos mercados financeiros atuais. Embora muitas organizações ofereçam programas de educação e de alfabetização financeira, os investidores muitas vezes não conseguem fazer escolhas financeiras racionais devido aos seus próprios vieses cognitivos, sociais e psicológicos – que podem atuar como barreiras à tomada de decisões financeiras mais adequadas.

O relatório IOSCO-OCDE, The Application of Behavioural Insights to Financial Literacy and Investor Education Programmes and Initiatives ¹ examina como as descobertas das ciências comportamentais podem ser usadas para desenvolver iniciativas de educação financeira e letramento financeiro que podem ser mais eficazes que programas mais tradicionais, em grande parte mitigando os efeitos de vieses comportamentais. As ciências comportamentais concentram-se no modo como os indivíduos pensam e se comportam, com base em evidências empíricas de várias ciências sociais, como economia, psicologia e marketing social, bem como de outros campos, como a neurociência.
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