Quais são as decisões mais difíceis enfrentadas por day traders?

 

 

Comumente, pesquisas de economia comportamental sobre tomada de decisão são feitas baseadas na descrição dos cenários de risco. Nessa abordagem, as probabilidades de perdas e ganhos e os resultados possíveis de uma determinada tarefa são apresentadas para o indivíduo. No Penso, Logo Invisto, já divulgamos pesquisas que usam essa abordagem, como essa.

Claire McAndrew e Julie Gorey, pesquisadoras inglesas, fizeram algumas críticas a essa abordagem. A primeira é que este delineamento não reproduz o mundo real, onde as pessoas não têm acesso ao detalhamento dos riscos de suas decisões. Elas também apontam que esse método foca em uma forma que seria a ideal de como as pessoas deveriam tomar decisões, apontando os desvios ou erros que se distanciam disso. Continue lendo…

Qual é o impacto da assessoria profissional na carteira de investimentos?

Alguns pesquisadores argumentam que investir sob a orientação de consultores financeiros é uma forma de minimizar os erros de investimentos causados por vieses comportamentais. Para entender quais são os benefícios da orientação profissional, analisando se ela de fato traz vantagens para o investidor e quais seriam elas, pesquisadores alemães fizeram uma pesquisa com investidores, clientes de um banco privado alemão. 

Analisou-se a carteira e as movimentações de 65.000 investidores, com o objetivo de avaliar os efeitos do aconselhamento nos portfólios de investimentos. Para isso, a amostra foi dividida entre os clientes que faziam investimentos com assessoria profissional e os que investiam por conta própria. 

Para análise da carteira de investimentos, os pesquisadores tiveram acesso à composição das carteiras, ou seja, quais produtos os investidores possuíam, e à movimentação dos investimentos. 

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Como as pessoas reagiram à crise de 2008?

Podemos pensar em crises econômicas como tendo impacto em dois níveis de relações econômicas: nas relações macroeconômicas, que, simplificadamente, incluem transações entre países; e nas vidas privadas e comportamentos das pessoas. Esses dois níveis estão relacionados e se impactam mutuamente, mas também têm particularidades.   

Os interesses de pesquisa das pesquisadoras suíçaSöderberg e Wester concentraram-se no segundo nível. Elas realizaram uma pesquisa para entender como pessoas leigas, que não eram profissionais do mercado financeiro, reagiram à crise de 2008 no tocante a suas finanças.  

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Inadimplência está relacionada a variáveis psicológicas?

 

Você, leitor, talvez conheça pessoas que tem rendas parecidas, mas padrões de vida muito diferentes. Enquanto algumas famílias estão tem problemas sérios com dívidas, sempre com dinheiro insuficiente para cobrir as despesas do mês; outras, com ganhos semelhantes, vivem uma situação financeira confortável, investem parte de sua renda e conseguem fazer compras e viagens que parecem incompatíveis com seus ganhos mensais.  

Como explicar esse cenário? 

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O comportamento do investidor em cenários de crise

A crise do coronavírus tem impactado a economia de países do mundo todo. Diariamente lemos notícias que mostram sinais de instabilidade no cenário econômico de diversos países, inclusive do Brasil.

Nesse momento de incertezas, é comum que o investidor se sinta inseguro e ansioso, criando um quadro que favorece a tomada de decisões irrefletidas e impulsivas. Isso não é exclusivo de momentos de crise: neste blog, já discutimos em diversos posts que decisões financeiras podem não ser tomadas com base em argumentos racionais, e sim orientadas por vieses comportamentais que nem sempre conduzem ao melhor resultado. Neste post, pretendemos debater a tomada de decisão especificamente em cenários de crise. Listamos como os vieses comportamentais podem estar orientando as decisões dos investidores nesse contexto de instabilidade.

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