Como as pessoas reagiram à crise de 2008?

Podemos pensar em crises econômicas como tendo impacto em dois níveis de relações econômicas: nas relações macroeconômicas, que, simplificadamente, incluem transações entre países; e nas vidas privadas e comportamentos das pessoas. Esses dois níveis estão relacionados e se impactam mutuamente, mas também têm particularidades.   

Os interesses de pesquisa das pesquisadoras suíçaSöderberg e Wester concentraram-se no segundo nível. Elas realizaram uma pesquisa para entender como pessoas leigas, que não eram profissionais do mercado financeiro, reagiram à crise de 2008 no tocante a suas finanças.  

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Inadimplência está relacionada a variáveis psicológicas?

 

Você, leitor, talvez conheça pessoas que tem rendas parecidas, mas padrões de vida muito diferentes. Enquanto algumas famílias estão tem problemas sérios com dívidas, sempre com dinheiro insuficiente para cobrir as despesas do mês; outras, com ganhos semelhantes, vivem uma situação financeira confortável, investem parte de sua renda e conseguem fazer compras e viagens que parecem incompatíveis com seus ganhos mensais.  

Como explicar esse cenário? 

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O comportamento do investidor em cenários de crise

A crise do coronavírus tem impactado a economia de países do mundo todo. Diariamente lemos notícias que mostram sinais de instabilidade no cenário econômico de diversos países, inclusive do Brasil.

Nesse momento de incertezas, é comum que o investidor se sinta inseguro e ansioso, criando um quadro que favorece a tomada de decisões irrefletidas e impulsivas. Isso não é exclusivo de momentos de crise: neste blog, já discutimos em diversos posts que decisões financeiras podem não ser tomadas com base em argumentos racionais, e sim orientadas por vieses comportamentais que nem sempre conduzem ao melhor resultado. Neste post, pretendemos debater a tomada de decisão especificamente em cenários de crise. Listamos como os vieses comportamentais podem estar orientando as decisões dos investidores nesse contexto de instabilidade.

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Como nossas decisões financeiras podem ser impactadas pelo efeito priming

Um estudo feito por Cohn, Engelmann, Fehr e Maréchal (2015) teve por objetivo verificar a influência do efeito priming sobre a exposição ao risco de profissionais do mercado financeiro na hora de fazerem escolhas de investimentos.

Antes de falar sobre o experimento, é importante entendermos o que é efeito priming. Trata-se do “modo como um estímulo inicial pode afetar as respostas de um indivíduo a estímulos subsequentes, sem que exista consciência do mesmo sobre tal influência. ” (PACHECO JÚNIOR, DAMACENA, BRONZATTI, 2015).

Mais especificamente, o estímulo que os pesquisadores quiseram aferir foi a influência de um determinado cenário de mercado sobre o comportamento de investimento. Como a exposição prévia a um cenário de alta ou de baixa de ações, e os sentimentos despertados pela exposição a esse cenário, podem afetar a percepção de risco dos investidores e suas estratégias de investimento?

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Crianças com pouco autocontrole serão adultos com problemas financeiros?

É amplamente aceito que nossa personalidade e comportamentos quando adultos são influenciados pela criação que recebemos e pela personalidade que desenvolvemos quando somos crianças. Partindo desse pressuposto, os pesquisadores Moffit et. al. (2010) se interessaram em entender como uma característica específica das crianças, o autocontrole, impacta seu comportamento quando adultos. Os pesquisadores queriam saber se, e de que forma, o autocontrole de crianças influenciaria os hábitos de saúde, os financeiros e a propensão a cometer crimes quando virassem adultas.

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