Intuição e emoção na tomada de decisões financeiras

Um estudo publicado em 2011 pelos pesquisadores ingleses Mark Creevy, Emma Soane, Nigel Nicholson e Paul Willman procurou entender como os investidores compreendem o impacto das emoções em suas decisões financeiras.

Os pesquisadores compartilham do pressuposto de que as decisões financeiras são atravessadas por emoções, tal como é amplamente aceito pelas Ciências Comportamentais. Nesse sentido, afastam-se de uma vertente mais cognitivista[1] da Psicologia Econômica ao argumentarem que as emoções não são ruídos que atrapalham o processo decisório, que teria sua forma ótima quando puramente racional. Ao contrário, os autores defendem que as emoções são um componente primário do processo decisório. Ou seja, não há um processo decisório perfeito e estritamente racional, desviado de seu curso ideal pelas emoções. A proposta dos autores é que as emoções são parte da tomada de decisão tanto quanto os processos cognitivos.

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Decisões financeiras podem ser explicadas por diferenças de gênero?

Diferenças no comportamento financeiro entre homens e mulheres têm sido um objeto de pesquisa relevante para estudiosos de economia comportamental. Neste post, debatemos alguns estudos que tratam das diferenças entre os gêneros no comportamento financeiro. Dentre as características que a literatura aponta como diferentes, uma delas refere-se aos riscos que se corre ao investir. Há estudos que apontam que mulheres preferem correr menos riscos que homens. Comumente, constata-se que essa diferença pode se dever a desigualdades em termos de educação financeira e variações de apetite para o risco e autoconfiança. A pesquisa que discutiremos neste post acrescenta um outro fator que pode levar as mulheres a se arriscarem menos financeiramente: a confiança que possuem em suas habilidades financeiras.

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Quais são as decisões mais difíceis enfrentadas por day traders?

 

 

Comumente, pesquisas de economia comportamental sobre tomada de decisão são feitas baseadas na descrição dos cenários de risco. Nessa abordagem, as probabilidades de perdas e ganhos e os resultados possíveis de uma determinada tarefa são apresentadas para o indivíduo. No Penso, Logo Invisto, já divulgamos pesquisas que usam essa abordagem, como essa.

Claire McAndrew e Julie Gorey, pesquisadoras inglesas, fizeram algumas críticas a essa abordagem. A primeira é que este delineamento não reproduz o mundo real, onde as pessoas não têm acesso ao detalhamento dos riscos de suas decisões. Elas também apontam que esse método foca em uma forma que seria a ideal de como as pessoas deveriam tomar decisões, apontando os desvios ou erros que se distanciam disso. Continue lendo…

Qual é o impacto da assessoria profissional na carteira de investimentos?

Alguns pesquisadores argumentam que investir sob a orientação de consultores financeiros é uma forma de minimizar os erros de investimentos causados por vieses comportamentais. Para entender quais são os benefícios da orientação profissional, analisando se ela de fato traz vantagens para o investidor e quais seriam elas, pesquisadores alemães fizeram uma pesquisa com investidores, clientes de um banco privado alemão. 

Analisou-se a carteira e as movimentações de 65.000 investidores, com o objetivo de avaliar os efeitos do aconselhamento nos portfólios de investimentos. Para isso, a amostra foi dividida entre os clientes que faziam investimentos com assessoria profissional e os que investiam por conta própria. 

Para análise da carteira de investimentos, os pesquisadores tiveram acesso à composição das carteiras, ou seja, quais produtos os investidores possuíam, e à movimentação dos investimentos. 

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Como as pessoas reagiram à crise de 2008?

Podemos pensar em crises econômicas como tendo impacto em dois níveis de relações econômicas: nas relações macroeconômicas, que, simplificadamente, incluem transações entre países; e nas vidas privadas e comportamentos das pessoas. Esses dois níveis estão relacionados e se impactam mutuamente, mas também têm particularidades.   

Os interesses de pesquisa das pesquisadoras suíçaSöderberg e Wester concentraram-se no segundo nível. Elas realizaram uma pesquisa para entender como pessoas leigas, que não eram profissionais do mercado financeiro, reagiram à crise de 2008 no tocante a suas finanças.  

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Inadimplência está relacionada a variáveis psicológicas?

 

Você, leitor, talvez conheça pessoas que tem rendas parecidas, mas padrões de vida muito diferentes. Enquanto algumas famílias estão tem problemas sérios com dívidas, sempre com dinheiro insuficiente para cobrir as despesas do mês; outras, com ganhos semelhantes, vivem uma situação financeira confortável, investem parte de sua renda e conseguem fazer compras e viagens que parecem incompatíveis com seus ganhos mensais.  

Como explicar esse cenário? 

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