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Centro de Estudos Comportamentais e Pesquisa - CECOP

Uso de insights comportamentais pode ajudar a educar os investidores, dizem IOSCO / OECD

Reguladores dos mercados financeiros e outras organizações estão usando cada vez mais insights comportamentais para ajudar os investidores a tomar decisões financeiras mais informadas, de acordo com o relatório publicado, em maio de 2018, pela Organização Internacional de Comissões de Valores (IOSCO) e pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico/ Rede Internacional de Educação Financeira (OECD/INFE).

O crescimento acelerado de tecnologias inovadoras, uma quantidade enorme de informações financeiras disponíveis e produtos financeiros cada vez mais sofisticados tornam progressivamente mais difícil para os investidores de varejo navegarem nos complexos mercados financeiros atuais. Embora muitas organizações ofereçam programas de educação e de alfabetização financeira, os investidores muitas vezes não conseguem fazer escolhas financeiras racionais devido aos seus próprios vieses cognitivos, sociais e psicológicos – que podem atuar como barreiras à tomada de decisões financeiras mais adequadas.

O relatório IOSCO-OCDE, The Application of Behavioural Insights to Financial Literacy and Investor Education Programmes and Initiatives ¹ examina como as descobertas das ciências comportamentais podem ser usadas para desenvolver iniciativas de educação financeira e letramento financeiro que podem ser mais eficazes que programas mais tradicionais, em grande parte mitigando os efeitos de vieses comportamentais. As ciências comportamentais concentram-se no modo como os indivíduos pensam e se comportam, com base em evidências empíricas de várias ciências sociais, como economia, psicologia e marketing social, bem como de outros campos, como a neurociência.
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Behavioural Economics na Financial Conduct Authority (FCA) do Reino Unido

A FCA é um dos órgãos reguladores que passou a aplicar insights de Economia Comportamental em sua atuação. Para quem não conhece, trata-se de entidade responsável pela supervisão dos serviços financeiros no Reino Unido, tendo como objetivos:  proteger consumidores; assegurar a estabilidade da indústria financeira; e promover a competição entre provedores de serviços financeiros, detendo, para tanto, poderes para investigar e punir os infratores às suas normas.

Trata-se de entidade recentemente criada, é verdade, mas que herdou uma longa tradição educacional e de pesquisa da FSA – Financial Services Authority. Em 2013, a FSA foi desmembrada em duas entidades reguladoras: a já mencionada FCA e a Prudential Regulation Authority – PRA, que é parte do Banco da Inglaterra, a qual é responsável pela regulação prudencial e supervisão de bancos e outras entidades.

Em abril de 2013, a FCA publicou o relatório (Ocasionnal Paper nº 1), intitulado “Applying behavioural economics at the Financial Conduct Authority” (ou “Aplicando economia comportamental na FCA”, em uma tradução livre). O trabalho sintetiza algumas das principais lições da economia comportamental para os mercados financeiros, segundo a visão do regulador britânico, apontando como os indivíduos podem cometer erros muitas vezes previsíveis na escolha e na utilização de produtos e serviços financeiros, bem como, de que forma as instituições reagem ou respondem a esses equívocos.

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Bem-vindo ao nosso Blog “Penso, Logo Invisto?”

Nosso blog contém uma pergunta que é antes um convite à reflexão. Quais são os fatores que influenciam decisivamente a tomada de decisões? Pode a educação, em especial a financeira, desempenhar um papel decisivo na mudança comportamental? Quais são as formas mais efetivas de promover, em larga escala, atitudes e comportamentos que melhorem o bem estar financeiro da população? Esses são alguns dos questionamentos que estão por detrás da interrogação.

Cada vez mais questiona-se se somos plenamente racionais ao tomar decisões financeiras. Para os autores Richard Thaler e Cass Sustein, se algumas das assunções tradicionais sobre o comportamento humano são realmente válidas, o ser humano teria a capacidade de raciocínio de um Albert Einstein, a memória de um supercomputador e a força de vontade de um Gandhi. Mas se não somos plenamente racionais, o que nos influencia? Como um maior grau de informação a esse respeito pode ajudar a desenhar políticas públicas mais eficientes?

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Penso, logo invisto?

É um blog criado pela CVM para estabelecer um canal de colaboração com a comunidade acadêmica, divulgando artigos científicos e propondo temas para discussão.

A interrogação no título tem o intuito de provocar o debate sobre a racionalidade das decisões financeiras e assim convocar estudantes, professores, pesquisadores e demais interessados a contribuir sobre o tema.

2ª edição da Conferência de Educação Financeira e Comportamento do Investidor

Está chegando a 2ª edição da Conferência de Educação Financeira e Comportamento do Investidor. Serão abordados temas ligados ao estudo do comportamento financeiro, tanto pela óptica da Psicologia, quanto da Economia e das Neurociências.

A programação deve ser divulgada em breve, mas quem se interessa pelo assunto já pode anotar na agenda as datas e o local de realização do evento, que deverá contar com grandes nomes nacionais e internacionais:

Dias 4 e 5 de dezembro, no hotel Windsor Atlântica – Rio de Janeiro.

conferencia

Quem Somos

A Comissão de Valores Mobiliários é uma autarquia federal, vinculada ao Ministério da Fazenda, responsável pela regulação e fiscalização do mercado de capitais. Esse mercado é representado por um conjunto de produtos de investimento oferecidos ao público, tais como ações de empresas negociadas em bolsa, cotas de fundos de investimento etc. Por se tratar de um mercado em que pode haver perdas e não há rentabilidade assegurada, a proteção do cidadão, nesse caso, não se dá contra perdas normais decorrentes, por exemplo, de variações no preço de uma ação, mas por meio da ação de fiscalização da CVM, assegurando que as regras sejam cumpridas e, principalmente, oferecendo um conjunto de informações que permita ao cidadão tomar suas decisões de investimento.

Foi para orientar o cidadão sobre características dos produtos e serviços oferecidos nesse mercado, riscos e oportunidades, bem como seus direitos e obrigações, que a CVM desenvolveu em 1998 o PRODIN – Programa de Orientação e Defesa do Investidor, que é responsável pela nossa atuação educacional, mas também pelo atendimento ao cidadão, acolhendo consultas, reclamações e denúncias. Para mais informações sobre a Autarquia, consulte o site da CVM ou, para um conteúdo educacional, o Portal do Investidor.

Estudos Comportamentais na CVM

A fim de orientar as pessoas na gestão de suas finanças, a CVM desenvolve iniciativas de Educação Financeira que, apesar de muito importantes para informar, têm se mostrado pouco eficazes para mudar hábitos, já que as decisões financeiras nem sempre são tão racionais quanto se pode supor. Por isso, a CVM passou a promover e a estimular estudos sobre comportamento financeiro no intuito de aprimorar suas iniciativas educacionais para, através delas, atuar de modo mais eficaz no incentivo à formação de poupança e à tomada de decisões financeiras mais informadas.