Monthly Archives: julho 2018

Caçadores de risco ou avessos ao risco?

Teorias convencionais de processo decisório financeiro presumem indivíduos racionais, totalmente informados e que objetivam avaliar os riscos de investimento pela volatilidade dos rendimentos. Tais modelos preveem que as pessoas investem uma fração positiva da sua riqueza no mercado de ações e diversificam a carteira de investimentos. Entretanto, a evidência empírica mostra que o comportamento financeiro real é difícil de explicar a partir de um modelo totalmente racional. As pessoas geralmente não estão confortáveis ​​com o risco e percebem as perdas como ´maiores do que os ganhos’.

Usando dados da ING International Survey (IIS), o artigo de Maria Ferreira “Cross-Country Differences in Risk Attitudes Towards Financial Investment[1] divulgou uma pesquisa sobre atitudes de risco financeiro de indivíduos em 15 países e identificou fatores relevantes que afetam a propensão a assumir riscos em investimentos. Os resultados apontam uma atitude de aversão ao risco em toda a amostra de aproximadamente 12.500 pessoas e sugerem que nem sempre se sustenta a teoria de que o desejo de aumentar os investimentos em produtos com maiores rendimentos é diretamente proporcional à disponibilidade de correr risco.

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Como dobrar as taxas de poupança!

Em 2018, o Behavioral Economics Guide focou em três assuntos de interesse crescente na Economia Comportamental: a imagem social como um preditor subjacente do comportamento humano; a efetividade e as consequências dos contratos de compromisso; e, o papel da falta de atenção nas decisões do consumidor.

Algumas aplicações de ideias acerca desses temas foram expostas nesse guia. Hoje falaremos sobre meios utilizados para incentivar a poupança e encorajar a população a manter esse hábito por tempo suficiente para atingir seus objetivos, uma vez que muitos começam, mas pouquíssimos conseguem atingir suas metas.

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