Monthly Archives: outubro 2015

Série Vieses Comportamentais – Lacunas de Empatia

Estamos começando hoje a publicação de uma série de artigos semanais sobre vieses comportamentais, explicando o que é cada um, apresentando exemplos e fornecendo recomendações para evitá-los.

O primeiro da série é o viés conhecido como Lacunas de Empatia, muito importante quando se trata de tomada de decisões de investimento e bastante estudado por um dos maiores nomes da Psicologia Econômica, o Dr. George Loewenstein.

Assim, nossos leitores já podem ir se familiarizando com os assuntos a serem tratados na 3ª Conferência de Educação Financeira e Comportamento do Investidor, que acontecerá em 7 e 8/12, no Rio de Janeiro.

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Saúde financeira para maiores de 50

Evento debate qualidade de vida e bem-estar financeiro para quem já passou dos 50 anos

Será que planejamento financeiro tem idade para acabar? Que alternativas de investimento tem quem já passou dos 50 e não conseguiu acumular patrimônio suficiente para a aposentadoria? Como proteger seu patrimônio da inflação e das oscilações da economia?

É natural que quem já passou dos 50 anos tenha preocupações financeiras diferentes de quem está em outros momentos a vida. A própria noção de qualidade de vida varia de uma geração para a outra e de uma pessoa para a outra.

No entanto, existe um certo consenso em relação ao fato de que o bem-estar financeiro é um dos principais componentes da qualidade de vida, pois permite que a pessoa consiga cumprir suas obrigações financeiras sem dificuldade, esteja preparada financeiramente para eventuais imprevistos e possa aproveitar a vida com tranquilidade.

O assunto será debatido durante o evento Qualidade de Vida e Bem-Estar Financeiro para Maiores de 50, a ser realizado no Hotel Florida, no Rio de Janeiro, dia 13/11, a partir das 14h.

Prepare-se para o debate lendo nosso post sobre bem-estar financeiro!

Sobre o evento:

As inscrições são gratuitas, limitadas a 200 vagas. Confira a Programação!

O evento é organizado pela CVM, que será representada pelo Superintendente de Proteção e Orientação aos Investidores, José Alexandre Vasco.

Também estarão nos debates representantes do CEPE, do Instituto Vital Brazil, do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, da PUC-Rio, do Instituto de Psiquiatria da UFRJ e de outras instituições.

Local: Hotel Florida (Rua Ferreira Viana, 81 – Flamengo)

Horário: 14h00 às 17h35

Existe um melhor momento para receber educação financeira?

No artigo intitulado “Why ‘Just in Time’ Financial Education Is Too LateAnnamaria Lusardi explica porque acredita que transmitir educação financeira somente no momento da tomada de decisão já é tarde demais.

Segundo a autora, o conceito de just In time (que traduzimos livremente como “na hora certa”) por si só já é problemático, pois ignora o valor intrínseco da educação.

Todo conhecimento não aplicado (não só o financeiro) vai se perdendo ao longo do tempo, porém isso não significa que se deva abdicar de transmitir qualquer saber não imediatamente aplicável, deixando para fazê-lo apenas no momento em que for necessário. Isso equivale a ignorar o potencial transformador da educação.

Em seu artigo, Lusardi chama atenção para o fato de que indivíduos que possuem conhecimentos financeiros têm maior propensão para poupar, planejar seu futuro e selecionar melhor seus investimentos. No entanto, ela defende que esses conhecimentos precisam ser adquiridos antes que eles tomem tais decisões, a fim de que possam influenciar positivamente o comportamento futuro.

Nesse sentido, ela cita como exemplo a importância de começar a poupar o mais cedo possível. Tal recomendação, que é evidente para quem compreende o efeito dos juros compostos no tempo, é inócua para quem não tem educação financeira. Trata-se de um conhecimento de base, que não possui “hora certa” para ser recebido.

Além disso, a autora alega que a maioria das decisões financeiras não é tomada no momento da compra ou negociação, mas é resultado de um conjunto de outras decisões tomadas antes, e que tentar transmitir educação financeira nesse momento já é tarde demais.

Quando alguém vai a um banco contratar um financiamento imobiliário, por exemplo, geralmente já decidiu que tipo de imóvel quer adquirir, como pretende pagar, etc. – mas, e se tais decisões estiverem mal embasadas?

Para evitar isso, é necessário que o conhecimento financeiro esteja disponível muito mais cedo, antes mesmo que a pessoa comece a sonhar com a compra do imóvel, possibilitando um processo de compra mais consciente e informado.

Considerando que tomamos decisões financeiras o tempo todo ao longo de nossa vida, mas que o peso de algumas sobre o nosso bem-estar é inegavelmente superior ao de outras, nos remetemos a outro post deste blog – Programados para a imprudência? – na tentativa de propor uma possível solução para a pergunta do título:

Oferecer uma educação oportuna, ou seja, ensinar os conceitos básicos o mais cedo possível e reforçá-los em momentos cruciais, quando a pessoa for tomar as decisões financeiras mais importantes.

Assim, ao invés de substituir a educação financeira, a metodologia just in time poderia ser usada para recuperar e reforçar os conhecimentos financeiros previamente adquiridos, ajudando as pessoas a tomarem melhores decisões financeiras.

Na 3ª Conferência de Educação Financeira e Comportamento do Investidor, a Drª Lusardi falará sobre a importância do letramento financeiro e a efetividade da educação financeira. O evento acontecerá no Rio de Janeiro, nos dias 7 e 8 de dezembro de 2015, com tradução simultânea para o português. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas aqui.