Monthly Archives: setembro 2014

Behavioural Economics na Financial Conduct Authority (FCA) do Reino Unido

A FCA é um dos órgãos reguladores que passou a aplicar insights de Economia Comportamental em sua atuação. Para quem não conhece, trata-se de entidade responsável pela supervisão dos serviços financeiros no Reino Unido, tendo como objetivos:  proteger consumidores; assegurar a estabilidade da indústria financeira; e promover a competição entre provedores de serviços financeiros, detendo, para tanto, poderes para investigar e punir os infratores às suas normas.

Trata-se de entidade recentemente criada, é verdade, mas que herdou uma longa tradição educacional e de pesquisa da FSA – Financial Services Authority. Em 2013, a FSA foi desmembrada em duas entidades reguladoras: a já mencionada FCA e a Prudential Regulation Authority – PRA, que é parte do Banco da Inglaterra, a qual é responsável pela regulação prudencial e supervisão de bancos e outras entidades.

Em abril de 2013, a FCA publicou o relatório (Ocasionnal Paper nº 1), intitulado “Applying behavioural economics at the Financial Conduct Authority” (ou “Aplicando economia comportamental na FCA”, em uma tradução livre). O trabalho sintetiza algumas das principais lições da economia comportamental para os mercados financeiros, segundo a visão do regulador britânico, apontando como os indivíduos podem cometer erros muitas vezes previsíveis na escolha e na utilização de produtos e serviços financeiros, bem como, de que forma as instituições reagem ou respondem a esses equívocos.

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Bem-vindo ao nosso Blog “Penso, Logo Invisto?”

Nosso blog contém uma pergunta que é antes um convite à reflexão. Quais são os fatores que influenciam decisivamente a tomada de decisões? Pode a educação, em especial a financeira, desempenhar um papel decisivo na mudança comportamental? Quais são as formas mais efetivas de promover, em larga escala, atitudes e comportamentos que melhorem o bem estar financeiro da população? Esses são alguns dos questionamentos que estão por detrás da interrogação.

Cada vez mais questiona-se se somos plenamente racionais ao tomar decisões financeiras. Para os autores Richard Thaler e Cass Sustein, se algumas das assunções tradicionais sobre o comportamento humano são realmente válidas, o ser humano teria a capacidade de raciocínio de um Albert Einstein, a memória de um supercomputador e a força de vontade de um Gandhi. Mas se não somos plenamente racionais, o que nos influencia? Como um maior grau de informação a esse respeito pode ajudar a desenhar políticas públicas mais eficientes?

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