Inadimplência está relacionada a variáveis psicológicas?

Inadimplência está relacionada a variáveis psicológicas?

 

Você, leitor, talvez conheça pessoas que tem rendas parecidas, mas padrões de vida muito diferentes. Enquanto algumas famílias estão tem problemas sérios com dívidas, sempre com dinheiro insuficiente para cobrir as despesas do mês; outras, com ganhos semelhantes, vivem uma situação financeira confortável, investem parte de sua renda e conseguem fazer compras e viagens que parecem incompatíveis com seus ganhos mensais.  

Como explicar esse cenário? 

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O comportamento do investidor em cenários de crise

O comportamento do investidor em cenários de crise

 

A crise do coronavírus tem impactado a economia de países do mundo todo. Diariamente lemos notícias que mostram sinais de instabilidade no cenário econômico de diversos países, inclusive do Brasil.

Nesse momento de incertezas, é comum que o investidor se sinta inseguro e ansioso, criando um quadro que favorece a tomada de decisões irrefletidas e impulsivas. Isso não é exclusivo de momentos de crise: neste blog, já discutimos em diversos posts que decisões financeiras podem não ser tomadas com base em argumentos racionais, e sim orientadas por vieses comportamentais que nem sempre conduzem ao melhor resultado. Neste post, pretendemos debater a tomada de decisão especificamente em cenários de crise. Listamos como os vieses comportamentais podem estar orientando as decisões dos investidores nesse contexto de instabilidade.

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Mulheres, trabalho e família: Debates sobre o comportamento financeiro de mulheres

Mulheres, trabalho e família: Debates sobre o comportamento financeiro de mulheres

 

É amplamente aceito que homens e mulheres têm experiências distintas em muitos aspectos de suas vidas. Gênero é uma característica que marca diferenças e tem peso sobre nossas vivências, a forma como vemos o mundo, as escolhas que fazemos. Não seria diferente no comportamento financeiro.

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Como falar com crianças sobre a relação entre consumo e educação financeira?

Como falar com crianças sobre a relação entre consumo e educação financeira?

A visão das crianças sobre o dinheiro é, muitas vezes, tida como ingênua, pois elas ainda não internalizaram as concepções dos adultos a respeito da economia. Portanto, elas não só podem ser excluídas dos processos econômicos em geral, mas desconsideradas em termos de suas perspectivas, experiências e do seu papel social.

Acontece que elas vão crescer e precisam estar preparadas para a realidade econômica e, mesmo que ainda estejam em processo de desenvolvimento, é preciso lembrar que também fazem parte do sistema econômico e de consumo.

Um estudo finlandês, realizado por Minna Ruckenstein com crianças de 6 e 7 anos, buscou entender seus desejos de consumo, seu entendimento acerca do uso do dinheiro e o lugar que ele ocupa em suas vidas, bem como a diferença entre sua noção e a dos adultos, incluindo-as em uma Epistemologia do Consumo.

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Como nossas decisões financeiras podem ser impactadas pelo efeito priming

Como nossas decisões financeiras podem ser impactadas pelo efeito priming

Um estudo feito por Cohn, Engelmann, Fehr e Maréchal (2015) teve por objetivo verificar a influência do efeito priming sobre a exposição ao risco de profissionais do mercado financeiro na hora de fazerem escolhas de investimentos.

Antes de falar sobre o experimento, é importante entendermos o que é efeito priming. Trata-se do “modo como um estímulo inicial pode afetar as respostas de um indivíduo a estímulos subsequentes, sem que exista consciência do mesmo sobre tal influência. ” (PACHECO JÚNIOR, DAMACENA, BRONZATTI, 2015).

Mais especificamente, o estímulo que os pesquisadores quiseram aferir foi a influência de um determinado cenário de mercado sobre o comportamento de investimento. Como a exposição prévia a um cenário de alta ou de baixa de ações, e os sentimentos despertados pela exposição a esse cenário, podem afetar a percepção de risco dos investidores e suas estratégias de investimento?

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Como lidamos com nossas emoções hora de investir? Uma visão da Abordagem Centrada na Pessoa

Como lidamos com nossas emoções hora de investir? Uma visão da Abordagem Centrada na Pessoa

Segundo a visão da Psicologia Econômica, a oscilação de preços na bolsa de valores não é um fator puramente objetivo. As decisões que os investidores tomam são influenciadas por vieses comportamentais que interferem no modo como os investidores avaliam os preços de mercado e tomam decisões financeiras.

Já vimos em alguns artigos publicados neste blog que a Psicologia Econômica surge buscando explicar observações empíricas que, em princípio, contrariariam pressupostos da teoria econômica clássica – especialmente aqueles relacionados à racionalidade econômica do ser humano que, teoricamente, agiria sempre buscando a maximização de resultados, do ponto de vista financeiro.

Essa área da Psicologia afirma que a subjetividade afeta a percepção e a interpretação dos fatos e, consequentemente, as decisões. Por isso, o estudo do comportamento humano, de suas crenças, ações e sentimentos torna-se importante na hora de fazer escolhas financeiras.

Saindo um pouco da linha de trabalho usualmente explorada pela Psicologia Econômica, a psicóloga Tatiana Tomaselli escreve sobre a tomada de decisões financeiras através de uma perspectiva psicológica pouco utilizada para esse fim, a Abordagem Centrada na Pessoa, desenvolvida por Carl Rogers. A autora resume esse assunto da seguinte maneira: Continue lendo

Crianças com pouco autocontrole serão adultos com problemas financeiros?

Crianças com pouco autocontrole serão adultos com problemas financeiros?

É amplamente aceito que nossa personalidade e comportamentos quando adultos são influenciados pela criação que recebemos e pela personalidade que desenvolvemos quando somos crianças. Partindo desse pressuposto, os pesquisadores Moffit et. al. (2010) se interessaram em entender como uma característica específica das crianças, o autocontrole, impacta seu comportamento quando adultos. Os pesquisadores queriam saber se, e de que forma, o autocontrole de crianças influenciaria os hábitos de saúde, os financeiros e a propensão a cometer crimes quando virassem adultas.

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