O círculo social influencia as decisões de investimentos?

Você já tomou alguma decisão financeira baseada em dicas ou retornos de seus amigos e/ou familiares? O nosso círculo social determina muito de nosso comportamento e nas finanças não é diferente.Uma pesquisa realizada em 2012 por Bursztyn, Ederer, Ferman e Yuchtman em uma instituição de corretagem financeira brasileira buscou entender a influência exercida por pares em decisões de investimento. Os pesquisadores identificaram que um investidor pode ser influenciado por alguém de seu círculo social a adquirir ativos principalmente por dois motivos: aprendizado social e utilidade social.
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Qual é o impacto da assessoria profissional na carteira de investimentos?

Alguns pesquisadores argumentam que investir sob a orientação de consultores financeiros é uma forma de minimizar os erros de investimentos causados por vieses comportamentais. Para entender quais são os benefícios da orientação profissional, analisando se ela de fato traz vantagens para o investidor e quais seriam elas, pesquisadores alemães fizeram uma pesquisa com investidores, clientes de um banco privado alemão. 

Analisou-se a carteira e as movimentações de 65.000 investidores, com o objetivo de avaliar os efeitos do aconselhamento nos portfólios de investimentos. Para isso, a amostra foi dividida entre os clientes que faziam investimentos com assessoria profissional e os que investiam por conta própria. 

Para análise da carteira de investimentos, os pesquisadores tiveram acesso à composição das carteiras, ou seja, quais produtos os investidores possuíam, e à movimentação dos investimentos. 

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Como a idade subjetiva afeta nosso comportamento financeiro?

A idade cronológica é utilizada como medida para o estabelecimento de diversas medidas econômicas em um plano macro e decisões pessoais em um plano micro – como as relacionadas a trabalho, aposentadoria, consumo e poupança. Segundo Lusardi, Mitchell e Oggero (2019), o modelo padrão do ciclo de vida da economia diz que os adultos próximos à aposentadoria deveriam estar no auge do seu acúmulo de riqueza, uma vez que tiveram anos ativos de participação na economia e por se prepararem para uma queda nos ganhos, uma vez que não possuirão mais vínculos trabalhistas.Porém, estudos recentes demonstram que não só a educação financeira e o tempo de trabalho determinam esses comportamentos financeiros, mas também a idade subjetiva, isto é, a idade que as pessoas sentem ter. Continue lendo…

Como as pessoas reagiram à crise de 2008?

Podemos pensar em crises econômicas como tendo impacto em dois níveis de relações econômicas: nas relações macroeconômicas, que, simplificadamente, incluem transações entre países; e nas vidas privadas e comportamentos das pessoas. Esses dois níveis estão relacionados e se impactam mutuamente, mas também têm particularidades.   

Os interesses de pesquisa das pesquisadoras suíçaSöderberg e Wester concentraram-se no segundo nível. Elas realizaram uma pesquisa para entender como pessoas leigas, que não eram profissionais do mercado financeiro, reagiram à crise de 2008 no tocante a suas finanças.  

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Como o processo de decisão ocorre em nossos cérebros?

neuroeconomia é uma área de estudos recente, que se originou da economia comportamental, na tentativa de entender melhor como ocorre o processo decisório. Partindo do pressuposto que a teoria utilitarista da economia (que diz que somos seres racionais e buscaremos sempre as decisões que otimizem nossos ganhos) não seria o suficiente para explicar nossas escolhas, buscou combinar conhecimentos da neurociência com a psicologia cognitiva para testar os modelos econômicos. Desta forma, busca continuamente responder perguntas sobre por que nos comportamos de determinada maneira e tomamos decisões que nem sempre são as melhores para nós e também como estabelecemos nossas preferências. 

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É possível medir a ansiedade financeira?

Quando nos encontramos em cenários de incerteza econômica, hábitos e conhecimentos financeiros são essenciais para tentar contornar a situação de forma eficaz. A ausência dessas competências pode levar a comportamentos financeiros descuidados – como não constituir uma poupança e consumir em excesso.

Pesquisas mostram, no geral, que a falta de conhecimento financeiro é a responsável pelo analfabetismo financeiro e mau gerenciamento do dinheiro. Apesar de ser uma constatação verdadeira, há ainda outra variável responsável por esses comportamentos: a variável psicológica.

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