5ª Conferência de Ciências Comportamentais e Educação do Investidor

Além dos habituais temas relacionados a educação do investidor e estudos comportamentais, os eventos da semana de 6 a 13 de dezembro deste ano incluirão o Seminário Brasileiro de Sustentabilidade e Investimento e o Seminário Regional sobre Novas Tendências em Educação Financeira.

Os eventos deste ano contam com a participação de renomados acadêmicos, pesquisadores nacionais e internacionais, bem como representantes de órgãos reguladores e autorreguladores, os encontros proporcionarão uma abordagem multidisciplinar, nos campos da psicologia, economia, antropologia, educação e outros, além de debater estratégias e políticas públicas inovadoras de educação financeira. Neste ano, serão discutidas também ferramentas financeiras para permitir o avanço do desenvolvimento sustentável no Brasil.

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Finanças pessoais: aplicativos são mais eficientes que anotações no papel?

A Royal London realizou o estudo denominado “Looking after the pennies: A Royal London study into the impact of regular monitoring on household spending and saving”[1], entre julho e novembro de 2016. O objetivo do trabalho é testar o impacto do uso de meios de controle financeiro sobre o gerenciamento de sua vida financeira. Para isso, 411 cidadãos do Reino Unido que participaram da pesquisa foram convidados a registrar cada centavo gasto diariamente utilizando aplicativos de celular ou o simples método de anotação em papel.

No começo do estudo, os participantes responderam a um questionário para medir sua capacidade financeira. 93% dos respondentes disseram que é importante monitorar gastos domésticos e 84% afirmaram ter controle sobre suas finanças. No entanto, 30% possuíam problemas em manter em dia as contas de casa, e 31% não tinham nenhum tipo de planejamento de seu consumo, o que demonstra certo nível de contradição. Continue lendo

Relatório “Educação financeira para além do conhecimento: estratégias de intervenção no comportamento de poupança”

A coordenação de estudos comportamentais da CVM (COP/CVM) publica o relatório “Educação financeira para além do conhecimento: estratégias de intervenção no comportamento de poupança”. O estudo representa o esforço da CVM para compreender os vieses e barreiras que podem afetar comportamentos financeiros, notadamente aqueles relativos à poupança, por meio de revisão bibliográfica. Também são descritas as intervenções encontradas na literatura científica que trabalharam com conceitos de ciências comportamentais para incentivar a formação de poupança e a tomada de decisões financeiras conscientes.

O relatório integra o projeto homônimo, o qual compreende a elaboração e validação de um ou mais produtos/materiais educacionais destinados à população de renda intermediária com potencial de poupança. Os produtos finais do projeto objetivarão estimular e apoiar a formação de reservas financeiras, assim como a promoção de decisões de investimento conscientes e bem informadas. O projeto também se caracteriza pela ampla utilização de “insights” provenientes das ciências comportamentais, sobretudo da psicologia, para que se busque uma efetiva mudança de comportamento financeiro dos usuários dos produtos educacionais a serem elaborados. Continue lendo

Como tornar as crianças mais confiantes financeiramente?

Existe uma preocupação mundial em promover o letramento financeiro de crianças e adolescentes e, por conseguinte, um número considerável de pesquisas se destina a analisar quais são os métodos mais efetivos de intervenções. Este é o caso do estudo “Four Bright Coins Shining at Me – Financial Education in Childhood, Financial Confidence in Adulthood” (em português “Quatro moedas brilhantes reluzem para mim – educação financeira na infância, confiança financeira na vida adulta”), que evidenciou, de forma estatisticamente significativa, que o recebimento de mesada durante a infância pode ajudar a produzir maior confiança financeira na idade adulta.

O objetivo desse estudo foi estimar se a prática de administrar pequenas quantias na infância é capaz de produzir efeitos a longo prazo, em termos de maior habilidade e confiança para lidar com assuntos financeiros na vida adulta.

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Semana Mundial do Investidor (2-8/out)

O blog convida seus leitores para participar da World Investor Week – WIW (Semana Mundial do Investidor), com destaque para duas palestras com temática comportamental:

• “Educação Financeira para além do conhecimento: estratégias de intervenção no comportamento de poupança” – dia 02 de outubro na sede da CVM no Rio de Janeiro (RJ), às 14h15. A palestra apresentará pesquisa preliminar sobre o uso de “insights” da psicologia para compreender comportamentos econômicos. Serão exemplificados estudos de vanguarda que utilizaram fundamentos teóricos da psicologia para incentivar comportamentos de poupança e a tomada de decisões financeiras conscientes.
Inscreva-se aqui!

• Sessão inaugural do Grupo de Estudos de Antropologia das Finanças, que apresentará os “estudos sociais das finanças” – dia 04 de outubro na sede da CVM em São Paulo – SP, às 14h30.
Inscreva-se aqui!

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Evento de inauguração do Grupo de Estudos de Antropologia das Finanças

No dia 5 de setembro, ocorreu a sessão inaugural do Grupo de Estudos de Antropologia das Finanças (GEAF), organizado pelo Centro Educacional CVM-OCDE de Letramento Financeiro para América Latina e Caribe em parceria com o Núcleo de Pesquisas em Cultura e Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (NuCEC-UFRJ). O GEAF é uma iniciativa promovida no âmbito do Núcleo de Estudos Comportamentais da CVM (NEC-CVM), cujos objetivos incluem a imersão em diferentes campos das ciências comportamentais.

No evento foram apresentados os chamados estudos sociais das finanças e suas diferenças em relação aos trabalhos produzidos pelos economistas, administradores e psicólogos. Foram também esclarecidas as condições de participação no grupo.

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Colocando “nudges” em perspectiva

O artigo “Colocando nudges[1] em perspectiva” escrito por George Loewenstein e Nick Chater, publicado em junho de 2017, traz uma visão crítica sobre a aplicação da economia comportamental nas políticas públicas.

O uso de nudges tem sido bem sucedido para promover o bem-estar dos cidadãos, mas os autores fazem uma ressalva quanto à tendência dos órgãos e formuladores de políticas públicas de reduzir a economia comportamental aos nudges. Isto porque são uma solução rápida e de baixo custo que utiliza atalhos no processo de decisão individual (heurísticas) para induzir os indivíduos a fazerem escolhas melhores. No entanto, problemas na tomada de decisão podem ser de ordem estrutural (e não comportamental), de forma que intervenções de contato leve, como os nudges, podem ser soluções insuficientes no longo prazo.

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