Intuição e emoção na tomada de decisões financeiras

Um estudo publicado em 2011 pelos pesquisadores ingleses Mark Creevy, Emma Soane, Nigel Nicholson e Paul Willman procurou entender como os investidores compreendem o impacto das emoções em suas decisões financeiras.

Os pesquisadores compartilham do pressuposto de que as decisões financeiras são atravessadas por emoções, tal como é amplamente aceito pelas Ciências Comportamentais. Nesse sentido, afastam-se de uma vertente mais cognitivista[1] da Psicologia Econômica ao argumentarem que as emoções não são ruídos que atrapalham o processo decisório, que teria sua forma ótima quando puramente racional. Ao contrário, os autores defendem que as emoções são um componente primário do processo decisório. Ou seja, não há um processo decisório perfeito e estritamente racional, desviado de seu curso ideal pelas emoções. A proposta dos autores é que as emoções são parte da tomada de decisão tanto quanto os processos cognitivos.

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Há relação entre o conhecimento financeiro e a formação de reserva de emergência?

No mês passado foi comemorado o dia mundial da poupança. A CVM tem como uma de suas atribuições o incentivo à formação de poupança e aplicação em valores mobiliários (de acordo com a Lei nº 6.385, de 7 de dezembro de 1976, art. 4º, inciso I). A poupança de consumidores pode influenciar tanto o crescimento micro como o macro econômico, uma vez que desempenha um papel fundamental no acúmulo de riquezas, segundo Babiarz e Robb (2013).

As pessoas com menor grau de educação financeira estão mais propensas a cometer erros ao tomar decisões financeiras, o que pode impactar não só o indivíduo, mas também o plano macrossocial. Para investir, ainda mais em casos de pouca experiência, é imprescindível que o investidor esteja munido das informações necessárias e acompanhe o mercado, de forma a fazer um investimento consciente e bem informado, buscando orientação de profissionais e um processo contínuo de educação financeira – instrumento de grande valor para o estímulo da poupança e do planejamento financeiro. Continue lendo…

Decisões financeiras podem ser explicadas por diferenças de gênero?

Diferenças no comportamento financeiro entre homens e mulheres têm sido um objeto de pesquisa relevante para estudiosos de economia comportamental. Neste post, debatemos alguns estudos que tratam das diferenças entre os gêneros no comportamento financeiro. Dentre as características que a literatura aponta como diferentes, uma delas refere-se aos riscos que se corre ao investir. Há estudos que apontam que mulheres preferem correr menos riscos que homens. Comumente, constata-se que essa diferença pode se dever a desigualdades em termos de educação financeira e variações de apetite para o risco e autoconfiança. A pesquisa que discutiremos neste post acrescenta um outro fator que pode levar as mulheres a se arriscarem menos financeiramente: a confiança que possuem em suas habilidades financeiras.

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O comportamento financeiro dos millennials difere de outras gerações?

Pessoas nascidas após a década de 1980 até um pouco depois do novo milênio (embora não haja um consenso sobre a data exata) pertencem à chamada Geração Y, e podem ser denominadas também como millennials. Segundo um estudo realizado em 2018 nos Estados Unidos por Bolognesi, Hasler e Lusardi (2020a), millennials – definidos pelos autores como indivíduos com idades entre 18 e 37 anos, naquele ano – têm o potencial de moldar o futuro da economia americana pelos próximos 30 anos, a partir de suas decisões econômicas.

Utilizando dados obtidos pelo NFCS (National Financial Capability Study, Estudo Nacional de Capacidade Financeira, em tradução livre), pesquisadores analisaram millennials em comparação com adultos mais velhos (de 38 a 64 anos) em relação a seus comportamentos, conhecimentos e situação financeira, e seu gerenciamento de dinheiro e finanças quando comparados com jovens adultos da mesma faixa, mas em anos anteriores, como 2009, 2012 e 2015. Continue lendo…

As crises econômicas podem afetar o apetite por risco?

Os acontecimentos do passado têm o potencial de servir como experiências e lições para atitudes tomadas no presente. A crise de 2008, por exemplo, resultou em diminuição de patrimônio e renda, além de perdas de emprego que impactaram negativamente o mercado de trabalho. Há indícios que ela afetou também o comportamento dos investidores.

Um artigo publicado em 2020, por Lippi e Rossi, parte do pressuposto que o cenário de crise influencia a tolerância a risco de investidores e busca demonstrar como isso ocorreu durante a crise 2008, na Itália. Mesmo sendo difícil medir a tolerância a risco por sua natureza multidimensional, mudanças neste fator podem levar a ajustes na alocação de ativos, mudanças no portfólio e no planejamento financeiro, segundo os autores.

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Quais são as decisões mais difíceis enfrentadas por day traders?

 

 

Comumente, pesquisas de economia comportamental sobre tomada de decisão são feitas baseadas na descrição dos cenários de risco. Nessa abordagem, as probabilidades de perdas e ganhos e os resultados possíveis de uma determinada tarefa são apresentadas para o indivíduo. No Penso, Logo Invisto, já divulgamos pesquisas que usam essa abordagem, como essa.

Claire McAndrew e Julie Gorey, pesquisadoras inglesas, fizeram algumas críticas a essa abordagem. A primeira é que este delineamento não reproduz o mundo real, onde as pessoas não têm acesso ao detalhamento dos riscos de suas decisões. Elas também apontam que esse método foca em uma forma que seria a ideal de como as pessoas deveriam tomar decisões, apontando os desvios ou erros que se distanciam disso. Continue lendo…

Vulnerabilidades financeiras na terceira idade

A longevidade atual é consequência de muitas variáveis, destacando-se os avanços no campo da medicina. Essa tendência se acelera cada vez mais nos países em desenvolvimento epor isso, suas economias devem estar atentas para se adaptarem a esta nova realidade.  

Por este motivo, torna-se muito importante divulgar o conhecimento acerca das experiências econômicas na terceira idade, sua relação com produtos financeirosalém de pesquisas e relatórios realizados sobre o assunto, como o elaborado pelo Comitê 8 da IOSCO em março de 2018 a ser discutido neste artigo.   

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