Como dobrar as taxas de poupança!

Em 2018, o Behavioral Economics Guide focou em três assuntos de interesse crescente na Economia Comportamental: a imagem social como um preditor subjacente do comportamento humano; a efetividade e as consequências dos contratos de compromisso; e, o papel da falta de atenção nas decisões do consumidor.

Algumas aplicações de ideias acerca desses temas foram expostas nesse guia. Hoje falaremos sobre meios utilizados para incentivar a poupança e encorajar a população a manter esse hábito por tempo suficiente para atingir seus objetivos, uma vez que muitos começam, mas pouquíssimos conseguem atingir suas metas.

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Laboratório de Capacidades Financeiras – Parte II

Nesta segunda parte do resumo sobre as ideias e aplicações do Financial Capability Lab[i], abordaremos o uso de opções-padrões (default) mais inteligentes para ajudar as pessoas a economizar e pagar suas dívidas mais rapidamente. Quando se fala em opções-padrões para ajudar as pessoas, vale a pena mencionar os insights comportamentais relevantes:

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Uso de insights comportamentais pode ajudar a educar os investidores, dizem IOSCO / OECD

Reguladores dos mercados financeiros e outras organizações estão usando cada vez mais insights comportamentais para ajudar os investidores a tomar decisões financeiras mais informadas, de acordo com o relatório publicado, em maio de 2018, pela Organização Internacional de Comissões de Valores (IOSCO) e pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico/ Rede Internacional de Educação Financeira (OECD/INFE).

O crescimento acelerado de tecnologias inovadoras, uma quantidade enorme de informações financeiras disponíveis e produtos financeiros cada vez mais sofisticados tornam progressivamente mais difícil para os investidores de varejo navegarem nos complexos mercados financeiros atuais. Embora muitas organizações ofereçam programas de educação e de alfabetização financeira, os investidores muitas vezes não conseguem fazer escolhas financeiras racionais devido aos seus próprios vieses cognitivos, sociais e psicológicos – que podem atuar como barreiras à tomada de decisões financeiras mais adequadas.

O relatório IOSCO-OCDE, The Application of Behavioural Insights to Financial Literacy and Investor Education Programmes and Initiatives ¹ examina como as descobertas das ciências comportamentais podem ser usadas para desenvolver iniciativas de educação financeira e letramento financeiro que podem ser mais eficazes que programas mais tradicionais, em grande parte mitigando os efeitos de vieses comportamentais. As ciências comportamentais concentram-se no modo como os indivíduos pensam e se comportam, com base em evidências empíricas de várias ciências sociais, como economia, psicologia e marketing social, bem como de outros campos, como a neurociência.
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Laboratório de Capacidades Financeiras – Parte I

 

No mês de Maio de 2018, foi publicado pelo Money Advice Service, em parceria com o Behavioural Insights Team (BIT) e o Instituto Ipsos MORI, o relatório “A behavioural approach to managing money: Ideas and results from the Financial Capability Lab [1]”.

O Financial Capability Lab faz parte de um projeto mais amplo, o Financial Capability Strategy, um plano de dez anos desenhado para incentivar uma mudança de hábito na forma como os britânicos gerenciam seu dinheiro.

O Laboratório é financiado pelo What Works Fund que visa desenvolver novas políticas baseadas na ciência comportamental, usando a expertise e o conhecimento da Equipe de Insights Comportamentais (BIT). Algumas ideias foram elaboradas para que se pudesse criar uma lista de projetos e testá-los em campo antes de escalar o seu alcance. Foram criadas mais de 240 novas ideias e o laboratório testou 17 delas. Esta semana, o blog abordará duas das ideias testadas no laboratório e seus resultados, relatando o restante do material em outras publicações.

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Vem aí a semana ENEF! Confira as novidades

Entre os dias 14 e 20 de maio será realizada a 5ª edição da Semana Nacional de Educação Financeira (Semana ENEF),  uma iniciativa do Comitê Nacional de Educação Financeira (CONEF) para promover ações de educação financeira no país.

A Comissão de Valores Mobiliários promoverá durante a Semana, entre outras ações, a palestra  que marcará o lançamento do projeto-piloto “Precisamos falar sobre dinheiro”.

O produto baseia-se no envio de mensagens pela ferramenta WhatsApp, na forma escrita e oral (gravação), buscando levar a educação financeira de forma lúdica e didática para a população-alvo. Consiste em intervenção de natureza educacional com a aplicação de “insights” comportamentais, tendo como objetivo conscientizar, estimular e apoiar o desenvolvimento de poupança e a promoção do bem-estar financeiro de mulheres chefes de famílias de renda intermediária, incluindo moradoras de comunidades urbanas. O evento ocorrerá no do dia 14/05 às 15h, na sede da CVM no Rio.

Também nesta semana,  haverá a palestra “Os estudos sociais das finanças” que será apresentada pelo Grupo de Estudos de Antropologia das Finanças (GEAF) no Rio de Janeiro, no dia 17/05 às 15h, e em São Paulo, no dia 15/05 no mesmo horário.
Na ocasião, ocorrerá a abertura das inscrições para participar da 2ª turma do Grupo de Estudos de Antropologia das Finanças (GEAF), organizado pelo Centro Educacional CVM-OCDE de Letramento Financeiro para América Latina e Caribe em parceria com o Núcleo de Pesquisas em Cultura e Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (NuCEC-UFRJ). Neste ano haverá turmas para o Rio e São Paulo.

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Como avaliar o nível de letramento financeiro da população?

Em março último a OCDE/INFE tornou pública a nova versão de sua ferramenta de avaliação de letramento e inclusão financeiros¹. Trata-se de uma atualização do questionário aplicado entre 2015 e 2016 em quarenta países. A versão de 2018 traz novidades que permitem mensurar o conhecimento financeiro relacionado às inovações que transformaram o mercado financeiro nos últimos anos. Continue lendo