As Intervenções Precisam Ser Personalizadas: Entrevista com o Dr. Werner DeBondt

O Dr. DeBondt é um dos pioneiros no campo das Finanças Comportamentais. É também Diretor e fundador da Richard H. Driehaus Center for Behavioral Finance na DePaul University, em Chicago, Estados Unidos.

Foi palestrante principal (keynote speaker) na 4ª Conferência de Ciências Comportamentais e Educação do Investidor¹, onde falou sobre Psicologia da Regulação.

Apresentamos a entrevista exclusiva que o Dr. DeBondt concedeu ao CVM Comportamental, assim como o link para sua palestra.

Continue lendo

Compartilhe

CVM Comportamental – Vieses do Consumidor: Vieses de Atribuição

Os vieses de atribuição (attribution bias, em inglês) são um conjunto de vieses que explicam erros sistemáticos – que cometemos ao procurar explicações causais para os acontecimentos, seja em relação ao nosso comportamento ou ao alheio.

Na psicologia social, pesquisadores explicam os vieses da atribuição a partir de duas abordagens:

  • Cognitiva: alega que o julgamento que fazemos é distorcido em relação à realidade porque interpretamos as situações do nosso ponto de vista, limitados às informações disponíveis e baseados tanto no estado em que nos encontramos (físico, psicológico, etc.) quanto em nossas experiências passadas;
  • Motivacional: defende que os vieses da atribuição não são falhas no modo de processar as informações, mas que nossa tendência a fazer julgamentos apressados (ou insuficientemente fundamentados) por atribuição ocorre quando somos motivados ou pressionados a decidir.

Continue lendo

Compartilhe

Qual o Futuro do Dinheiro? Entrevista com Bill Maurer

Qual o futuro do dinheiro? Será que a moeda física será substituída por meios de pagamento digitais? Para responder a essas e outras perguntas, convidamos o Dr. Bill Maurer para uma entrevista.

O Dr. Maurer é um antropólogo cultural que realiza pesquisas com foco nas infraestruturas tecnológicas e nas relações sociais de troca e de pagamento. Além disso, se interessa por formas emergentes, alternativas e experimentais de moeda, tecnologias de pagamento e suas implicações jurídicas.

Continue lendo

Compartilhe

Poupadores Anônimos: Grupos de Apoio Podem nos Ajudar a Poupar?

Segundo um estudo do National Bureau of Economic Research (NBER), grupos de ajuda podem ser ferramentas poderosas para nos ajudar a poupar, especialmente nos casos em que um pequeno esforço é capaz de provocar grande impacto, como no caso da formação de uma reserva de emergência.

O estudo descreve dois experimentos aleatorizados realizados no Chile com uma amostra de 2.687 microempreendedores entre 2008 e 2009. Os resultados mostram que os grupos são eficazes mesmo sem a presença de alguns de seus elementos característicos, como encontros presenciais e padrinhos, sendo suficiente apenas o apoio mútuo.

Continue lendo

Compartilhe

É Preciso Adequar a Educação Financeira a Diferentes Perfis: Entrevista com Mauricio Prado

Maurício Prado é Diretor Executivo da Plano CDE, consultoria que oferece soluções de pesquisa e inovação, focada especificamente nas classes C,D e E. Ele foi palestrante na 4ª Conferência de Ciências Comportamentais e Educação do Investidor¹, onde falou sobre “Segmentação de Serviços Financeiros para a Baixa Renda”.

Em recente pesquisa sobre o comportamento financeiro dessa parcela da população encontrou 3 diferentes perfis e defende que tanto os produtos e serviços quanto a comunicação e as estratégias de educação financeira sejam adaptados aos diferentes perfis no qual se divide esse público.

Apresentamos a entrevista exclusiva que ele concedeu ao CVM Comportamental, assim como o link para sua palestra.

Continue lendo

Compartilhe

Como Ajudar os Pobres a Pouparem um Pouco?

Pesquisadores da Universidade de Duke e do Banco Mundial realizaram um experimento no Quênia¹, entre 2013 e 2014, com o intuito de compreender que tipos de intervenções são mais eficazes, e menos dispendiosas, para ajudar a aumentar a taxa de poupança dos países mais pobres.

Eles testaram dois tipos de intervenções psicológicas, avaliando sua eficácia e comparando-as com incentivos financeiros, e concluíram que as intervenções foram não só mais eficazes como mais baratas do que os incentivos. Além disso, constataram que o envio regular de lembretes para poupar, assim como dos saldos em conta, aumentou a média de poupança em 100%.

Continue lendo

Compartilhe