Como a idade subjetiva afeta nosso comportamento financeiro?

A idade cronológica é utilizada como medida para o estabelecimento de diversas medidas econômicas em um plano macro e decisões pessoais em um plano micro – como as relacionadas a trabalho, aposentadoria, consumo e poupança. Segundo Lusardi, Mitchell e Oggero (2019), o modelo padrão do ciclo de vida da economia diz que os adultos próximos à aposentadoria deveriam estar no auge do seu acúmulo de riqueza, uma vez que tiveram anos ativos de participação na economia e por se prepararem para uma queda nos ganhos, uma vez que não possuirão mais vínculos trabalhistas.Porém, estudos recentes demonstram que não só a educação financeira e o tempo de trabalho determinam esses comportamentos financeiros, mas também a idade subjetiva, isto é, a idade que as pessoas sentem ter. Continue lendo…

Como as pessoas reagiram à crise de 2008?

Podemos pensar em crises econômicas como tendo impacto em dois níveis de relações econômicas: nas relações macroeconômicas, que, simplificadamente, incluem transações entre países; e nas vidas privadas e comportamentos das pessoas. Esses dois níveis estão relacionados e se impactam mutuamente, mas também têm particularidades.   

Os interesses de pesquisa das pesquisadoras suíçaSöderberg e Wester concentraram-se no segundo nível. Elas realizaram uma pesquisa para entender como pessoas leigas, que não eram profissionais do mercado financeiro, reagiram à crise de 2008 no tocante a suas finanças.  

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Como o processo de decisão ocorre em nossos cérebros?

neuroeconomia é uma área de estudos recente, que se originou da economia comportamental, na tentativa de entender melhor como ocorre o processo decisório. Partindo do pressuposto que a teoria utilitarista da economia (que diz que somos seres racionais e buscaremos sempre as decisões que otimizem nossos ganhos) não seria o suficiente para explicar nossas escolhas, buscou combinar conhecimentos da neurociência com a psicologia cognitiva para testar os modelos econômicos. Desta forma, busca continuamente responder perguntas sobre por que nos comportamos de determinada maneira e tomamos decisões que nem sempre são as melhores para nós e também como estabelecemos nossas preferências. 

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É possível medir a ansiedade financeira?

Quando nos encontramos em cenários de incerteza econômica, hábitos e conhecimentos financeiros são essenciais para tentar contornar a situação de forma eficaz. A ausência dessas competências pode levar a comportamentos financeiros descuidados – como não constituir uma poupança e consumir em excesso.

Pesquisas mostram, no geral, que a falta de conhecimento financeiro é a responsável pelo analfabetismo financeiro e mau gerenciamento do dinheiro. Apesar de ser uma constatação verdadeira, há ainda outra variável responsável por esses comportamentos: a variável psicológica.

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Inadimplência está relacionada a variáveis psicológicas?

 

Você, leitor, talvez conheça pessoas que tem rendas parecidas, mas padrões de vida muito diferentes. Enquanto algumas famílias estão tem problemas sérios com dívidas, sempre com dinheiro insuficiente para cobrir as despesas do mês; outras, com ganhos semelhantes, vivem uma situação financeira confortável, investem parte de sua renda e conseguem fazer compras e viagens que parecem incompatíveis com seus ganhos mensais.  

Como explicar esse cenário? 

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O comportamento do investidor em cenários de crise

A crise do coronavírus tem impactado a economia de países do mundo todo. Diariamente lemos notícias que mostram sinais de instabilidade no cenário econômico de diversos países, inclusive do Brasil.

Nesse momento de incertezas, é comum que o investidor se sinta inseguro e ansioso, criando um quadro que favorece a tomada de decisões irrefletidas e impulsivas. Isso não é exclusivo de momentos de crise: neste blog, já discutimos em diversos posts que decisões financeiras podem não ser tomadas com base em argumentos racionais, e sim orientadas por vieses comportamentais que nem sempre conduzem ao melhor resultado. Neste post, pretendemos debater a tomada de decisão especificamente em cenários de crise. Listamos como os vieses comportamentais podem estar orientando as decisões dos investidores nesse contexto de instabilidade.

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