O comportamento financeiro dos millennials difere de outras gerações?

Pessoas nascidas após a década de 1980 até um pouco depois do novo milênio (embora não haja um consenso sobre a data exata) pertencem à chamada Geração Y, e podem ser denominadas também como millennials. Segundo um estudo realizado em 2018 nos Estados Unidos por Bolognesi, Hasler e Lusardi (2020a), millennials – definidos pelos autores como indivíduos com idades entre 18 e 37 anos, naquele ano – têm o potencial de moldar o futuro da economia americana pelos próximos 30 anos, a partir de suas decisões econômicas.

Utilizando dados obtidos pelo NFCS (National Financial Capability Study, Estudo Nacional de Capacidade Financeira, em tradução livre), pesquisadores analisaram millennials em comparação com adultos mais velhos (de 38 a 64 anos) em relação a seus comportamentos, conhecimentos e situação financeira, e seu gerenciamento de dinheiro e finanças quando comparados com jovens adultos da mesma faixa, mas em anos anteriores, como 2009, 2012 e 2015. Continue lendo…

As crises econômicas podem afetar o apetite por risco?

Os acontecimentos do passado têm o potencial de servir como experiências e lições para atitudes tomadas no presente. A crise de 2008, por exemplo, resultou em diminuição de patrimônio e renda, além de perdas de emprego que impactaram negativamente o mercado de trabalho. Há indícios que ela afetou também o comportamento dos investidores.

Um artigo publicado em 2020, por Lippi e Rossi, parte do pressuposto que o cenário de crise influencia a tolerância a risco de investidores e busca demonstrar como isso ocorreu durante a crise 2008, na Itália. Mesmo sendo difícil medir a tolerância a risco por sua natureza multidimensional, mudanças neste fator podem levar a ajustes na alocação de ativos, mudanças no portfólio e no planejamento financeiro, segundo os autores.

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Quais são as decisões mais difíceis enfrentadas por day traders?

 

 

Comumente, pesquisas de economia comportamental sobre tomada de decisão são feitas baseadas na descrição dos cenários de risco. Nessa abordagem, as probabilidades de perdas e ganhos e os resultados possíveis de uma determinada tarefa são apresentadas para o indivíduo. No Penso, Logo Invisto, já divulgamos pesquisas que usam essa abordagem, como essa.

Claire McAndrew e Julie Gorey, pesquisadoras inglesas, fizeram algumas críticas a essa abordagem. A primeira é que este delineamento não reproduz o mundo real, onde as pessoas não têm acesso ao detalhamento dos riscos de suas decisões. Elas também apontam que esse método foca em uma forma que seria a ideal de como as pessoas deveriam tomar decisões, apontando os desvios ou erros que se distanciam disso. Continue lendo…

Vulnerabilidades financeiras na terceira idade

A longevidade atual é consequência de muitas variáveis, destacando-se os avanços no campo da medicina. Essa tendência se acelera cada vez mais nos países em desenvolvimento epor isso, suas economias devem estar atentas para se adaptarem a esta nova realidade.  

Por este motivo, torna-se muito importante divulgar o conhecimento acerca das experiências econômicas na terceira idade, sua relação com produtos financeirosalém de pesquisas e relatórios realizados sobre o assunto, como o elaborado pelo Comitê 8 da IOSCO em março de 2018 a ser discutido neste artigo.   

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O círculo social influencia as decisões de investimentos?

Você já tomou alguma decisão financeira baseada em dicas ou retornos de seus amigos e/ou familiares? O nosso círculo social determina muito de nosso comportamento e nas finanças não é diferente.Uma pesquisa realizada em 2012 por Bursztyn, Ederer, Ferman e Yuchtman em uma instituição de corretagem financeira brasileira buscou entender a influência exercida por pares em decisões de investimento. Os pesquisadores identificaram que um investidor pode ser influenciado por alguém de seu círculo social a adquirir ativos principalmente por dois motivos: aprendizado social e utilidade social.
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Qual é o impacto da assessoria profissional na carteira de investimentos?

Alguns pesquisadores argumentam que investir sob a orientação de consultores financeiros é uma forma de minimizar os erros de investimentos causados por vieses comportamentais. Para entender quais são os benefícios da orientação profissional, analisando se ela de fato traz vantagens para o investidor e quais seriam elas, pesquisadores alemães fizeram uma pesquisa com investidores, clientes de um banco privado alemão. 

Analisou-se a carteira e as movimentações de 65.000 investidores, com o objetivo de avaliar os efeitos do aconselhamento nos portfólios de investimentos. Para isso, a amostra foi dividida entre os clientes que faziam investimentos com assessoria profissional e os que investiam por conta própria. 

Para análise da carteira de investimentos, os pesquisadores tiveram acesso à composição das carteiras, ou seja, quais produtos os investidores possuíam, e à movimentação dos investimentos. 

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Como a idade subjetiva afeta nosso comportamento financeiro?

A idade cronológica é utilizada como medida para o estabelecimento de diversas medidas econômicas em um plano macro e decisões pessoais em um plano micro – como as relacionadas a trabalho, aposentadoria, consumo e poupança. Segundo Lusardi, Mitchell e Oggero (2019), o modelo padrão do ciclo de vida da economia diz que os adultos próximos à aposentadoria deveriam estar no auge do seu acúmulo de riqueza, uma vez que tiveram anos ativos de participação na economia e por se prepararem para uma queda nos ganhos, uma vez que não possuirão mais vínculos trabalhistas.Porém, estudos recentes demonstram que não só a educação financeira e o tempo de trabalho determinam esses comportamentos financeiros, mas também a idade subjetiva, isto é, a idade que as pessoas sentem ter. Continue lendo…