Usando insights comportamentais para aprimorar o prospecto de ofertas públicas

 

Inovações, tendências e sustentabilidade na regulação do mercado de capitais serão os temas do seminário promovido pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no dia 7 de dezembro.

O evento contará com um painel sobre a aplicação de insights comportamentais na regulação do mercado de capitais. Neste, haverá apresentação da pesquisa do CFA Institute (link para site externo) sobre novo modelo de resumo de prospecto incorporando insights das áreas de economia comportamental e finanças comportamentais, com destaque para a questão do enquadramento no design da informação. Em seguida ocorrerá um debate acerca de insights científicos sobre como pessoas compreendem informações e tomam decisões, em particular, considerando:

  • a padronização para melhorar a comparabilidade;
  • o aumento do uso de imagens para melhorar a compreensão;
  • ênfase na saliência; e
  • design que promova a compreensão em monitores e dispositivos móveis.

Além disso, serão realizados outros painéis de debates, que envolverão temas de importância dos mercados de capitais:

  • Inovações financeiras e Regulação
  • Avaliação de impacto das políticas públicas
  • Investimento de impacto
  • Infraestrutura: uma alavanca para o desenvolvimento sustentável
  • Formulário de Referência, metas de desenvolvimento sustentável (SDGs) e iniciativa de relatório global

Durante o evento, também será celebrado o aniversário da Autarquia, que completará 42 anos.

 Como participar

Inscreva-se, gratuitamente, pelo formulário online (link para site externo).

Serviço

2º Seminário Brasileiro de Sustentabilidade e Investimento
Data: 7/12/2018
Hora: 8h30 às 18h
Local: a ser confirmado
Inscrições: formulário online (gratuito) – link para site externo

 

CVM realiza 6ª Conferência de Ciências Comportamentais e Educação do Investidor

Também será promovido 3º Seminário Regional sobre Novas Tendências em Educação Financeira

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM), em parceria com a B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) e a Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais), promoverá o 3º Seminário Regional sobre Novas Tendências em Educação Financeira e a 6ª Conferência de Ciências Comportamentais e Educação do Investidor.

O Seminário será realizado nos dias 12 e 13/11 e contará com a participação de membros e especialistas da Rede Internacional de Educação Financeira da OECD (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), que apoia a organização do evento, além da presença de representantes de ministérios da fazenda e educação, bancos centrais, autoridades de regulação, funcionários de governo, comunidade acadêmica, entre outros.

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World Investor Week terá segunda edição em outubro

CVM é coordenadora nacional e preside Comitê responsável pela campanha

Entre 1 e 7/10/2018, será realizada a segunda edição da Semana Mundial do Investidor (WIW – World Investor Week), projeto da Organização Internacional das Comissões de Valores (IOSCO).

A Semana faz parte da agenda de projetos coordenado pelo Comitê 8 da IOSCO (Retail Investors – Investidores de Varejo), atualmente presidido pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), com o objetivo de promover a consciência sobre a importância da educação financeira e da proteção ao investidor, disseminando mensagens de orientação e proporcionando novas oportunidades educacionais em todo o globo.

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O papel do autocontrole nas decisões econômicas das crianças

As crianças podem adquirir comportamentos econômicos e hábitos a partir da observação de outras pessoas ou a partir de suas próprias experiências. Buscando mostrar como o aumento do nível de autocontrole ou a indução de orientação de autorregulação podem afetar as decisões econômicas das crianças, as autoras Agata Trzcińska, Katarzyna Sekścińska e Dominika Maison publicaram, no inicio de agosto, o artigo The role of self-control and regulatory foci in money-saving behaviours among children¹. Elas estavam interessadas em saber ​​se a ativação mental de autocontrole não relacionado ao comportamento financeiro é suficiente para influenciar não só as decisões financeiras hipotéticas, mas também comportamentos econômicos.

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Aprendendo Rápido ou Devagar?

Em julho, recebemos um convite para assistir a uma palestra na PUC Rio com Terrance Odean, um dos autores do artigo Learning Fast or Slow¹. De forma lúdica, ele iniciou comparando as reações de Luke – personagem interpretado por Paul Newman em “Rebeldia Indomável”, que apesar de apanhar tanto não desiste – a dos investidores de day trade que mesmo perdendo dinheiro demoram a abandonar a prática.

 

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Caçadores de risco ou avessos ao risco?

Teorias convencionais de processo decisório financeiro presumem indivíduos racionais, totalmente informados e que objetivam avaliar os riscos de investimento pela volatilidade dos rendimentos. Tais modelos preveem que as pessoas investem uma fração positiva da sua riqueza no mercado de ações e diversificam a carteira de investimentos. Entretanto, a evidência empírica mostra que o comportamento financeiro real é difícil de explicar a partir de um modelo totalmente racional. As pessoas geralmente não estão confortáveis ​​com o risco e percebem as perdas como ´maiores do que os ganhos’.

Usando dados da ING International Survey (IIS), o artigo de Maria Ferreira “Cross-Country Differences in Risk Attitudes Towards Financial Investment[1] divulgou uma pesquisa sobre atitudes de risco financeiro de indivíduos em 15 países e identificou fatores relevantes que afetam a propensão a assumir riscos em investimentos. Os resultados apontam uma atitude de aversão ao risco em toda a amostra de aproximadamente 12.500 pessoas e sugerem que nem sempre se sustenta a teoria de que o desejo de aumentar os investimentos em produtos com maiores rendimentos é diretamente proporcional à disponibilidade de correr risco.

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Como dobrar as taxas de poupança!

Em 2018, o Behavioral Economics Guide focou em três assuntos de interesse crescente na Economia Comportamental: a imagem social como um preditor subjacente do comportamento humano; a efetividade e as consequências dos contratos de compromisso; e, o papel da falta de atenção nas decisões do consumidor.

Algumas aplicações de ideias acerca desses temas foram expostas nesse guia. Hoje falaremos sobre meios utilizados para incentivar a poupança e encorajar a população a manter esse hábito por tempo suficiente para atingir seus objetivos, uma vez que muitos começam, mas pouquíssimos conseguem atingir suas metas.

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